Converso com colaboradores, competidores, fornecedores, sindicatos, professores e políticos. Uma preocupação compartilhada é como iremos ocupar a mão de obra que ficará desempregada nessa nova realidade que se aproxima a uma velocidade sem precedentes.
A lógica nos leva a concluir que carreiras ancoradas nas necessidades do mercado estarão em alta. Quais serão elas? Basta procurar na internet por “profissões em alta no futuro”. São palpites de especialistas, previsões baseadas em cenários em que o que é conhecido hoje não existirá mais.
Lucro, competitividade e produtividade permanecerão. Mas as ferramentas empregadas para obter tudo isso serão outras. Como construir as organizações nesse futuro que se aproxima? Será que sua empresa está preparada para esse futuro? Quantas vezes esse tema foi abordado nas reuniões de planejamento estratégico? Como reter os melhores talentos num entorno tão diferente?
Não tenho todas as respostas, mas busco com grande interesse informações e fóruns que pelo menos ousam formular essas perguntas. Se sua empresa ainda não tem esse tema na pauta estratégica, permita-me provocá-lo, com a esperança que leve o assunto adiante. Quem sabe se nessa discussão, aí mesmo, no seu local de trabalho, não nascerá uma nova tecnologia disruptiva, um modelo organizacional mais adequado?
Se ficou interessado, sugiro que assista e leia as duas sugestões que deixo aqui e aqui e reflita um pouco sobre elas. Não são respostas definitivas, mas nos fazem sair da zona de conforto que atuamos e que precisa ser adaptada para as mudanças que vêm por aí.
O futuro não deve ser temido e sim construído. O esforço de imaginação que pinta um mundo pior e hostil é o mesmo que cria um lugar melhor, mais digno. Não seja passageiro nessa viagem. Tome a frente, faça a diferença. Seja protagonista na construção do futuro no qual você, seus filhos e netos irão viver.