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de carro por aí

O novo motor 1.0 três cilindros e o Fox

Um Fox capaz até 17% de economia sobre a versão 1.0 e quatro cilindros, é a proposta da VW para incrementar vendas por atualização e redução de consumo. Custa mais R$ 750, e diz a VW, recuperados por economia em até um ano.
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Redação AB

28 jun 2013

11 minutos de leitura

Pulando a parte do automóvel, sem trocadilho mero veículo para apresentar o motor, parte mais importante da história. É remédio tecnológico, iniciando curar carência da VW há anos, com motores de baixa potência específica, convencionais, duas válvulas por cilindro, sem brilho ou t grande. Novo, há pouco lançado na origem alemã movendo o Up!, primeiro degrau em tamanho e preço na marca.


Como é

Atual em conceitos por exigências de consumo e emissões, sonho de projetista: começar em tela branca, criando coisas novas e aperfeiçoando conceitos. Os três cilindros estão no caminho para motores pequenos, reduzidos em peças, custos de produção, consumo, emissões. Exigindo menor baia para o motor, permitem projetar carros menores, mais leves e econômicos.

Une conceitos atuais: todo em alumínio, 4 válvulas por cilindro, e funde o coletor de escape no cabeçote, aí aplicando o catalisador. Gere temperaturas diferentes, maior no bloco e menor no cabeçote, esta para diminuir a possibilidade de autoignição, a batida de pinos, ante a taxa de compressão de 11,5:1.

Outras novidades, virabrequim com contrapesos especiais para absorver as vibrações do número ímpar de cilindros, bielas mais leves e, novidade maior – e pânico para reparos grandes –, os dois comandos de válvulas não são seculares eixos com excêntricos, mas a junção, por diferença de temperatura, ambiente e criogênica – 150 graus Celsius negativos -, de pequenos pedaços de eixo e os cames.

Juntam-se definitivamente em 30 segundos. Para reparos, troca da tampa do cabeçote.
As válvulas tem aberturas variáveis, para mais torque ante demanda, balancins sobre rolamentos reduzindo atrito, e polias irregulares nos eixos baixando tensões na correia dentada. Pistões com saia curta, grafitada. Na prática da teoria, reduzir partes, pesos, atritos = + disposição + economia.

Assim…

Em relação ao 1.0 de quatro cilindros mantido em produção, é 24 kg mais leve, produz mais 3 cv, indo a 75 com gasálcool e adicionais 6 – 82 com álcool. Em torque, respectivos – 9,7 e 10,4 kgmf – a 2.000 rpm dispõe de 85%, conforto ao uso urbano, sem exigir muitas trocas de marchas.

Impressões sobre o conduzir o conjunto, próxima semana. Aviso importante, não é substituição de motores em São Carlos, SP. Apenas inicia inexorável processo. Os atuais 1.0 e 1.6 8V continuam em linha – por pouco tempo, espera-se, trocados pelos 1.4 turbo.

Um up no Fiat Idea


Outra demonstração de competência da Fiat em seu aclamado projeto de mudar constantemente a aparência de seus produtos, sem mudar de produtos. Desta vez foi o Idea, com grades frontais novas, diferenciadas entre si para identificar as versões de decoração Attrative, superior, e Essence, de base. Completa com molduras nos faróis de neblina, calotas e rodas. Trato interno, com mudança do painel, comandos e volante multi funcional. Agregação de itens de conforto, como ar condicionado, antes opcional, agora são de fábrica.

E?
Fiat

Quanto:

Fiat

Tiggo, revisto e melhorado

É como os dicionários: a nova edição é revista e melhorada. A Chery fez isto com o Tiggo, utilitário esportivo médio, aqui apresentado em 2009. Mudanças para caracterizar a nova modelia: frente – faróis, grade e para-choque; traseira – lanternas; interior – painel, indicadores curiosos e ociosos como indicador de pressão atmosférica, altitude. Também há bússola no país que se orienta por direita-esquerda-atrás-e-frente. De conforto, sem TV para orientar manobras, mas apenas sensores de estacionamento na traseira.

Mecânica intocada, motor 4 cilindros dianteiro, transversal, 2.0 cm3 e potência abaixo do nível mundial: 138 cv. Torque, discreto: 18,2 mkgf, explicando letargia em reações – O a 100 km/h em 15s e velocidade final aos 170 km/h são dados conseguidos por alguns 1.0.

Como todo automóvel feito para conquistar o mundo, é equipado ao mínimo das exigências mundiais. Assim, cumpre a função educativa dos chineses, explicar ao comprador brasileiro que pode ter mais por menos. Vem com ar condicionado, acionamento elétrico para vidros, travas e retrovisores; radio-cd; rodas em liga leve, freios anti bloqueio – o ABS, seu gestor EBD e bolsas de ar na dianteira.

A R$ 52 mil. Não é chinês, mas em caminho que se alarga, sino-mercosulino, indicando um processo industrial tributário. Sai da China, para no Uruguai onde a Chery e um sócio argentino aplicam mão de obra em alguns processos e agregam o dito “Conteúdo Regional” – peças feitas no âmbito do Mercosul. Tal atividade permite apor o carimbo de produto uruguaio, e assim entrar no país sem pagar os 35% de imposto de importação, e adicional de 30 pontos percentuais sobre o IPI.

Chery

Tiggo. Contido.

Os JAC J3, já aperfeiçoados
Dois anos não é medida de tempo justificadora para investir e mudar um produto, mas a chinesa JAC o fez em seus modelos J3, hatch, e sua versão sedã, no Brasil dita Turin. Explicação simples, a excepcionalidade.

O Brasil é o mercado mais importante da JAC, único país fora da China onde a empresa tem um sócio – 2/3 – e constrói fábrica. O sócio, Sérgio Habib, fez o dever de casa direitinho, conformou o automóvel, investiu em engenharia brasileira para acertá-lo a condições e gostos nacionais. Vinha em sucesso na fórmula de carro completo a preço de carro pelado, provocando a indústria nacional em suas enfumaçadas relações com o poder central, a gestar projeto que taxa ou limita a entrada de importados. Ou seja, eleva o preço dos bem equipados ao consumidor para não concorrer com os simplórios.

A medida legal construiu um muro à frente da JAC, tentando se adequar, construindo a fábrica, conseguindo cota de importação, limitando-se até iniciar a produção local no próximo ano. As mudanças no J3 são consequência da importância do mercado – e da necessidade de aumentar vendas. Hoje, absolutamente contidas, apesar do preço quase histórico. Apenas 2.205 J3 deixaram as revendas e cerca de 1.300 Turin. Números pequenos.

Mudaram a frente e no Turin também o conjunto óptico e para choques posterior. Interior revisto e aperfeiçoado, mudanças nos instrumentos, tentativa de oferecer ideia de luxo, em especial no Turin, com volante revestido em couro.

Soluções agradáveis, italianas. O conteúdo permite manter o conceito – completo, nada a acrescentar, melhor da categoria e preço: direção assistida; bolsas de ar na dianteira; freios ABS, e seu gerente EBD; faróis com regulagem de altura; rodas em liga leve; auxílio elétrico para vidros, trancas e retrovisores externos, ar condicionado, sensores traseiros para estacionamento…

O motor mantém-se pequeno. Ágil, moderno, mas limitado pelo peso do carro. Assim, os 1.250 cm3 produzem atrevidos 108 cv, mas seu torque só aparece depois das 3.000 rotações – como o motorista brasileiro dirige sem saber que o conta giros é uma referência visual para compatibilizar o motor com o andamento, pode achar que o carro é completo, barato, porém fraco. Injustificadamente. O problema está no equipamento sobre o banco dianteiro esquerdo, entre os pedais e o volante.

Preços imexíveis pois são completos, sem opcionais: J3 hatch R$ 35 mil; Turin R$ 38 mil. Garantia 6 anos.

JAC

JAC J3 Turin. Atualizado.

Roda-a-Roda

Limpeza
– Montadoras e importadoras estão em plena operação limpa pátio para não ter estoques com a chegada da modelia nova. Volkswagen reduziu preço do Touareg V8, 4.2, injeção direta, para R$ 267.990 – menos R$ 40 mil. V6, 3.6, R$ 220.990. No super sedã CC, V 6, 3.6, 300 cv, o mais rápido dos VW, redução de R$ 23 mil, leva-o a R$ 184.990.

Extremo
– Em outro extremo a Chery varre o estacionamento dos baratos QQ. Nova linha QQ3 iniciou ser montada no Uruguai e chegará aqui.

Pendenga
– Chegou a meio termo nos EUA a questão da garantia que a Fiat teria a honrar agora como dona da Chrysler, quanto a riscos de vazamentos em tanques de Cherokees antigos. A Fiat disse que não faria o recall, mas propôs conta de chegar: examinará os carros e, nos de maior risco, colocará armação de engate, capaz de diminuir os danos em caso de futura pancada traseira.
Tim-Tim – Na Alemanha leitores da revista Sport Auto elegeram os carros mais esportivos de 2013. Deu Mercedes nas três categorias: Classe A 45 AMG, C 63 AMG e SLS AMG GT. Vitória para encher a cara com Krugg Sekt, o espumante alemão visto como champagne. A Mercedes está engatada em recuperar a liderança na venda de automóveis frente as não escolhidas Audi e BMW.

Pacote
– A Fiat não foi sozinha para os EUA ao assumir a Chrysler. Foi de turma. Mais recente a se instalar para fornecer às outras marcas de lá – Ford, Chevrolet, Honda, Toyota, Nissan, BMW, Mercedes… – é sua fabricante de peças Magneti Marelli. No Tennesse para fazer faróis, lanternas, lâmpadas. Inicia fornecendo para o Jeep Cherokee 2014.

Big Brother
– Num Ethios exposto no Salón del Automóvil, Buenos Aires pequena câmara de vídeo apontava para quem se sentasse à frente do volante. Explicações cobradas à Toyota pelo sítio Autoblog.ar discreparam: identificava o sexo do interessado e transmitia informações; idem, para mudar a programação do som. Jornalista do blog não percebeu tais opções e restou a opinião de arapongagem.

Razão
– Líder na Argentina, a PSA somando Citroën e Peugeot marcou novo recorde de venda nos cinco primeiros meses: 62 mil veículos, mais 28,6% em relação a idêntico período de 2012. Mercado cresceu 8%. Apenas para provar quanto custa um erro de estratégia, no Brasil somadas vendas de Peugeot e Citroën, equivalem a menos de 1/6 da Fiat. A holding investe fora da Europa. Quer 50% das vendas em outros continentes.

Segura
– Mercado sugere cautela com a inadimplência na venda de carros novos. Falta convencimento que o país tenha um plano econômico, as mudanças dos índices, o dólar indomado e a redução no nível de emprego afetarão o pagamento das prestações.

Recorde
– Fábrica de motores VW na universitária cidade de São Carlos, SP, comemora produção de 8 milhões de 1.0 e 1.6. Fornece ao Brasil e à Argentina.

Especialização
– Nissan inaugurou Centro de Treinamento em Jundiaí, SP. Quer se preparar aos planos e ordens de ter 5% do mercado em 2016 – hoje tem a metade. Treinará especialistas: comerciais; pós venda e mecânica.

Cunha
– A chinesa Shinerai fez o impensável: meteu o pé e abriu a porta das vendas oficiais: fornecerá 100 vans ao Ministério da Saúde para campanha contra Dengue. Preço. O fim da Kombi em dezembro deixará o segmento para os chineses. É prova de fogo.

Parâmetro
– Valor de automóvel antigo está ligado à sua qualidade, a algum dado que permita contar histórias, ou à raridade. Um dos quatro existentes na Inglaterra, raro VW SP2, de 1975, necessitando de reparos, está à venda, conta o sítio Barn Finds. Lata furada pela umidade inglesa, dono quer 7.950 libras.
Rito – Como anunciado pela Coluna há 20 dias, a Volkswagen iniciou produzir as motos Ducatti Monster 696 em Manaus. Serviço pela Dafra, especializada no assunto, montadora de outras marcas, incluindo BMW.

Negócio
– Curioso? A marca italiana foi adquirida pela incontida gestão de seu conselho superior para transmitir tecnologia de fundição de componentes e desenvolvimento de motores. Quem, em tese, comanda é a Audi.

Bola de cristal
– Dica do leitor Rui Donizete, de Brasília: Grand Prix, o melhor filme sobre Fórmula 1, tem versão Blue Ray, com making of e trailler original. Disse ter comprado na Livraria Saraiva, mas existirá em outras: R$ 29,90.

Melhor?
– Melhor. Boa história costurando pilotos, equipes, formas de viver e encarar as corridas. Belas tomadas de cena, ótimos sons. Antecipou em três décadas o fim dos anos românticos e a entrada na atual seara, onde pilotos se transformaram apenas na parte falível da eletrônica.

Fiat quer dar dignidade ao fim do Mille

Legislação obrigando todos os automóveis e comerciais leves a portar ABS nos freios e almofadas de ar para os passageiros frontais, forçará o fim do Mille. Implantá-los em sua estrutura significa tantas mudanças e investimentos sendo melhor desenvolver um sucessor e iniciar nova jornada no caminho bem pavimentado por ele: carro de trabalho e o nacional de menor preço.

Carros são retirados de produção e substituídos. Mas, no caso, a Fiat quer marcar o adeus com eventos marcantes, enfatizando as boas lembranças, as boas características, os bons registros em sua trajetória. Para lembrar, quando lançado com o original nome de Uno, era revolucionário projeto de Giorgetto Giugiaro – depois eleito o Designer do Século. A proposta visual chocou, mas logo descobriu-se a invejável praticidade.

Abriu caminho de pioneirismo: primeiro 1.0 a aproveitar a legislação de incentivo à indústria automobilística; idem, nos 1.0, a receber ar condicionado, e turbo. Turbo com ar só existiu no Brasil.

Por diversas vezes analisou-se seu fim, mas o mercado – e a Fiat, mantiveram-no rentável – hoje ele vende quase metade do sucessor, o Novo Uno.

A Fiat quer fazer eventos assinaladores da carreira recorde, com 30 anos menos cinco meses: série especial, livrinho, coisas para dar orgulho de ter sido revolucionário em proposta estética, iniciador do caminho dos 1.0, e de ter assumido a posição de Fusca da Fiat.