logo

none

O papel da Automec para estimular a reposição automotiva

Feiras de negócios promovem escancaradamente produtos e serviços em qualquer parte do mundo. No Brasil também é assim e a receita se repetiu na nona edição da Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços que a Reed Alcantara Machado promoveu de 14 a 18 de abril, no Anhembi, em São Paulo.
Author image

paulo

17 abr 2009

3 minutos de leitura

Para quem tem pressa em alavancar vendas, estimular a produção, lançar produtos e serviços, feiras como a Automec ajudam a espantar a crise, colocando compradores e vendedores em contato direto, apesar das diferenças nacionais e linguisticas.

Mesmo agendada em tempos difíceis da economia global, a Automec reune cerca de 900 expositores de 30 países e pode receber 60 mil visitantes. “Eventos dessa natureza costumam retribuir cada centavo investido” – apressa-se em dizer Elias Mufarej, um dos conselheiros do Sindipeças empenhados na promoção.

Ao lado do efeito da feira sobre a atividade no varejo, soma-se o resultado das ações de bastidores nos negócios, quando grandes oportunidades podem ser abrir em direção a mercados internacionais.

Aquecendo a reposição

Mufarej desenha a Automec como um grande acontecimento voltado para o mercado de reposição, que caminha paralelamente ao segmento conhecido como O&M, dos fornecimentos a montadoras. A história mostra que o evento tem sido poderoso na promoção de negócios.

O setor de aftermarket responsável pelo abastecimento de componentes para veículos leves costuma dizer que quando as vendas de automóveis caem, avança o comércio de peças de reposição. É o que está acontecendo neste início de ano, garantindo a festa dos distribuidores no varejo e das oficinas de reparação.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, entidade que reúne a indústria de reparação de veículos e acessórios, garante que apesar das dificuldades da economia a feira foi um sucesso. Ele lembra que o mercado de reposição de componentes para veículos leves está aquecido, com o varejo crescendo 5% por mês desde outubro. “O motorista que deixou de trocar o carro por um novo está investimento em manutenção” – explica.

Uma das iniciativas dos organizadores da Automec foi a construção de uma estação piloto de inspeção veicular dentro do espaço da feira, em sintonia com o programa Carro 100%, criado para promover a manutenção preventiva dos veículos.

Disputa por espaço

A maior feira da América do Sul tem tradição na disputa acirrada entre expositores. Para as empresas, ganhar espaço ou avançar até uma posição melhor no mapa costuma ser indicador de prestígio e vale pontos no faturamento e na imagem.

“Ficamos surpresos com algumas baixas este ano e também com as adesões” – afirma Elias Mufarej. Ele assegurou a Automotive Business que a Automec teve participação significativa de associados do Sindipeças. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, esteve empenhado na campanha da Automec, que considera essencial na promoção dos negócios no Brasil e no Exterior.

Evaristo Nascimento, diretor da Reed Alcantara e da Feira, destaca que a Automec surgiu há 15 anos para aproximar a cadeia de produção de autopeças de seus clientes locais e internacionais. “O Anhembi tornou-se um ponto de encontro importante para as empresas do setor, incluindo as que fazem negócios no mercado de reposição” – garante.

A Automec teve o apoio do Sindipeças, Abrive (entidade das reparadoras), Andap (distribuidores de autopeças), Sicap (comércio atacadista de peças), Sincopeças (comércio varejista de peças) e Sindirepa-SP (reparação de veículos).