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2022

O pior da crise de semicondutores já passou, diz Filosa, da Stellantis

Depois de um ano conturbado pela falta de chips eletrônicos para equipar veículos, há sinais de melhora. Ao menos na análise de Antonio Filosa, chefe de operações da Stellantis na América do Sul. O executivo avalia que o pior da escassez de semicondutores já passou. “Não estamos fora da crise, mas há sinais que nos deixam otimistas para o futuro”, diz.
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Giovanna Riato

10 jan 2022

2 minutos de leitura

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Globalmente, a falta de componentes pode ter reduzido em até 12 milhões a produção de veículos em 2021, segundo estimativa do BCG. A própria consultoria aponta que o problema persiste este ano, mas em menor proporção, com o potencial para que 5 milhões de unidades deixem de ser fabricadas por não ter semicondutores.

A gestão da crise de chips eletrônicos e a estratégia comercial da Stellantis garantiram à marca liderança nas vendas no Brasil e na América do Sul em 2021. A empresa aponta estar preparada para repetir o feito este ano e seguir com as vendas em expansão. Segundo Filosa, não há estoque de veículos à espera de chips eletrônicos.

“Não temos carros incompletos que precisam de chips. Há apenas um número pequeno, fisiológico. Gerenciamos bem a chegada de componentes e a programação de produção. Em dezembro precisamos, inclusive, trazer de volta 970 trabalhadores dos 1,8 mil funcionários que estavam em layoff na fábrica de Betim (MG)”, diz Filosa.

Estratégia adaptável ao clima

Embora tenha visão positiva para este ano, Filosa lembra que o contexto pode mudar rapidamente com novas ondas da pandemia de Covid-19, revertendo a melhora na oferta de semicondutores.

Por isso, o executivo entende que o melhor atributo que uma empresa pode ter para navegar 2022 é o que chama de estratégia all weather – ou seja, capaz de se adaptar a qualquer clima. 

“Devemos estar preparados para ambientes de negócio imprevisíveis, como temos visto recentemente”, diz Filosa.

Ele diz que essa habilidade é, inclusive, mais valiosa do que uma projeção precisa do mercado. Recentemente o executivo anunciou a expectativa de que as vendas de veículos leves cheguem a 2,4 milhões de unidades este ano que, na visão dele, começa mais promissor do que 2021.