Foram vendidos de janeiro a abril deste ano 622.582 carros e comerciais leves, volume só melhor do que o registrado em 2006. Naquele ano, as vendas atingiram 520 mil unidades no primeiro quadrimestre. No ano seguinte, 2007, as vendas no período foram de 638.609 unidades e nem mesmo a crise mundial iniciada em 2008 fez com que as vendas atingissem um número tão baixo como o registrado este ano.
Em 2009, quando os Estados Unidos enfrentavam uma de suas maiores recessões e a economia minguava na Europa, as vendas de carros no Brasil atingiram 866.473 unidades no primeiro quadrimestre. Nos quatro anos seguintes foram registrados os melhores períodos da história: os emplacamentos entre janeiro e abril de 2010 a 2014 passaram de 1 milhão de unidades (veja mais abaixo), caindo para 860 mil em 2015 e para 622 mil agora.
A Fenabrave, entidade das concessionárias, fala em vendas de 2 milhões de carros este ano, o que significa uma queda de 24% em relação ao ano passado; a Abeifa, dos importadores, prevê um cenário ainda mais trágico, com vendas de 1,8 milhão em 2016.
Executivos do setor dizem que existe dinheiro no mercado, o que falta é confiança do consumidor. Mas ninguém arrisca a prever quando a confiança vai voltar.

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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