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Adriano Rishi

O que a liderança automotiva aprendeu com a pandemia? A focar no longo prazo

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Giovanna Riato

30 set 2021

6 minutos de leitura

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Em sua terceira edição, pesquisa mostra que pandemia teve efeito paradoxal: apesar de impor desafios emergenciais, a crise ampliou o foco das lideranças em construir respostas para o longo prazo

 

A construção de soluções para o longo prazo está no topo das preocupações e prioridades da liderança das empresas automotivas. O principal receio da maioria dos profissionais em posição de decisão no segmento é não ser capaz de desenvolver soluções para o futuro. Essa é uma das conclusões da terceira edição da pesquisa Liderança no Setor Automotivo, realizada por Automotive Business em parceria com a Mandalah e com a MHD consultoria.

Responderam ao levantamento mais de 1,8 mil profissionais. Dos participantes, 32% ocupam posição de alta gestão (diretoria, superintendência, vice-presidência, presidência e conselho). Já 47% desempenham funções de média gestão, com cargos como gerência, coordenação e chefia.

 

Faça o download do estudo Liderança no Setor Automotivo 2021:

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A preocupação com o longo prazo é prevalente entre a alta liderança, algo que pode soar um tanto paradoxal, já que esse foco ganhou força justamente durante a pandemia, que trouxe uma avalanche de questões emergenciais. Nas edições anteriores, a pesquisa evidenciou preocupações muito mais imediatistas (veja aqui).

Transferir estresse e ansiedade para a equipe e não ser capaz de estimular o desenvolvimento de talentos aparecem em seguida como os grandes receio. Questionados sobre os principais desafios do cargo que ocupam, a maior fatia dos entrevistados, 38%, apontou o aumento da competitividade, vendas e rentabilidade, que são aspectos de curto prazo. Em seguida, no entanto, o foco no futuro reaparece: 31% dos respondentes têm o desafio de desenvolver novos modelos de negócio e fontes de receita, além de formar novas lideranças e sucessores.

Foco no futuro: uma habilidade essencial às lideranças

Para entender o movimento, Automotive Business debateu os resultados do estudo com um grupo de CEOs de empresas automotivas. Rafael Chang, presidente da Toyota Brasil, aponta que a busca por soluções de longo prazo pode ser um legado importante da pandemia:

“O processo de transformação para mobilidade e novas energias começou há muito tempo, mas a pandemia acelerou esse caminho. O conceito de ‘adaptabilidade’ se tornou muito forte na empresa durante a pandemia porque tivemos de ser flexíveis e acelerar mudanças. O lado positivo dessa crise é acelerar a transformação do setor automotivo”, diz.

 

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Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil, entende que o momento exige um equilíbrio delicado entre duas forças: a construção de respostas para o longo prazo e a solução de problemas do presente. “É um grande desafio saber como navegar nessa transição de matrizes energéticas sem entender muito sobre os cenários futuros”, observa. E prossegue:

 

 

“Uma das dificuldades é gerar o fluxo de caixa para também gerar oportunidade de investimento para o futuro. O momento é de garantir a sobrevivência do negócio, para depois ver as oportunidades de prosperar”, aponta.

Questionados sobre o que poderia contribuir para torná-los lideranças melhores, a maioria dos participantes da pesquisa indicaram a ampliação da visão sobre tendências futuras. Em seguida, aparece o desejo de aumentar o engajamento com inovação e novas tecnologias e, depois, desenvolver habilidades para inspirar e motivar equipes. As habilidades mais almejadas dão mais indícios de que trabalhar hoje de olho no futuro é uma habilidade cada vez mais necessária às lideranças.   

Os sentimentos pandêmicos

As sensações de esgotamento, ansiedade e sobrecarga tão debatidas durante a pandemia também afligem uma parcela da liderança, ainda que minoritária. Entre os respondentes, 26% associam o trabalho e a tomada de decisão nesse momento a sentimentos de cansaço, improdutividade e ansiedade. Já a maioria, 57%, se definem com energia e resiliência. Parcela de 16% se descrevem como oscilantes, administrando um dia por vez.

Ainda assim, a maioria da alta liderança (50%) aponta como moderado o próprio grau de preparação para entregar resultados nesse momento. Parcela de 48%  indica estar altamente preparada e apenas 2% admitem ter nível baixo. A falta de ferramentas para lidar com as adversidades atuais pode estar relaciionada com a baixa oferta de treinamento das próprias empresas.: 72% dos profissionais não receberam qualquer capacitação em gestão de pessoas desde o começo da pandemia e 58% não passaram por nenhum treinamento em metodologias ágeis para ganhar velocidade e flexibilidade.