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Fernando Camon, especial para AB
Pouco importa se o Fiat 500 mexicano chega agora em março, como quer Sergio Marchionne, CEO do Grupo Fiat, ou em julho como Betim (MG) planeja (ou planejava…). O fato é que, além do preço mais convidativo, algumas características deste revival modernizado do carro que motorizou a Itália a partir de 1957, mudaram em função do mercado americano.
As modificações incluíram exigências específicas das normas de segurança veicular dos EUA. As mais visíveis são as quatro meia-luas que se assemelham a catadióptricos (refletores noturnos) nas extremidades laterais dos para-choques dianteiro e traseiro. Mesmo que o veículo tenha luzes repetidoras de sinalização lateral, como o 500 original, há necessidade de posicionamento nesses pontos. Com um pormenor: além da superfície refletora, também precisam de lâmpadas internas. Ou seja, ao acionar o comando de mudança de direção as três luzes laterais piscarão.
O tanque de combustível também sofreu alterações para atender a legislação de lá. A Fiat aproveitou e aumentou sua capacidade de 35 litros (baixa também no mercado brasileiro) para 40 litros. As rodas são novas.
No interior, os assentos dos bancos dianteiros são um pouco mais largos (para satisfação dos massudos americanos) e o porta-luvas ganhou uma tampa antes inexistente. Os porta-copos também têm maiores dimensões.
Essas e outras mudanças certamente refletiram no custo de produção. O 500 básico parte nos EUA de US$ 15.500 podendo chegar a perto de US$ 19.000 nas versões completas. É caro, mesmo para os padrões de lá. Tomando essas referências a Fiat brasileira, talvez, tenha que retirar alguns equipamentos para vendê-lo aqui por R$ 50.000, segundo se prevê.
Foto: interior do Fiat 500.