
Lidar com diferentes princípios e pensamentos é um dos principais desafios do mundo corporativo.
Esse choque de ideias vai se tornar cada vez maior com a ascensão e retenção dos profissionais da geração Z e futuramente da geração Alfa nos próximos anos.
Esse desafio foi o tema do painel “O que as novas gerações querem das empresas?”, realizado durante o Fórum AB Diversidade, promovido por Automotive Business na última semana em São Paulo (SP).
Novas gerações rompem com filosofia das empresas
Vanessa Reis, diretora da Great People, afirmou que a mudança no conceito de trabalho é uma das principais causas de discórdia entre gerações.
“Todas as empresas tiveram um choque cultural por conta de diferentes gerações, especialmente as mais recentes. Essas novas gerações entendem melhor o valor do serviço agregado entregue. A dificuldade é que elas têm uma relação diferente de trabalho – e isso não está errado”.
“O grande desafio é casar as perspectivas de trabalho de cada geração. As lideranças precisam mudar a forma de como liderar e isso é muito difícil para quem está trabalhando da mesma forma há tantos anos”, completou.
Como em toda novidade, o processo de adaptação pode não ser fácil. Segundo Vanessa Simões, CEO da VSX Pessoas, as empresas já estão se moldando às novas gerações.
“Percebo que as gerações dos líderes estão cada vez mais se abrindo para acolher as gerações que estão chegando ao mercado de trabalho”.
Profissionais jovens podem ajudar os mais experientes
A chegada das novas gerações gera outro desafio nos times corporativos. O conflito de ideias, porém, pode ser utilizado positivamente para criar um ambiente mais diverso e até dinâmico.
Para Vanessa Simões, “as empresas entenderam a importância de combinar gerações, e isso está resultando em grupos de afinidade cada vez mais variados”.
Isso deve se tornar cada vez mais recorrente porque diversas companhias estão contratando profissionais mais experientes – leia-se acima da faixa dos 50 anos.
“Além da necessidade de resgatá-los por conta da previdência, as lideranças atuais ainda não estão preparadas (para tomar decisões importantes), então você as traz de volta”, disse Vanessa Simões.
“O (profissional) mais júnior pode ensinar o mais sênior a lidar com as novas gerações e especialmente as novas tecnologias”, concluiu.
