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Redação AB
A volta da GM à bolsa de valores de Nova York acontece com enorme sucesso. A oferta pública de seus papéis deve se consolidar nesta quinta-feira, depois da companhia obter US$ 20,1 bilhões na quarta-feira, 17, em subscrições de ações ordinárias e preferenciais. As ações ordinárias foram cotadas pelo topo das estimativas, em US$ 33, enquanto as preferenciais alcançaram US$ 50. Quando a companhia pediu concordata, há 16 meses, as ações valiam 75 cents.
Há expectativa de que o volume de negócios chegue a US$ 23,1 bilhões se houver opção por ações adicionais. No total, a GM pode vender 549,7 milhões de ações ordinárias e 100 milhões de preferenciais.
A iniciativa torna-se a maior do gênero no mundo, superando a abertura de capital da Visa em 2008 (US$ 19,7 bilhões) e ameaçando deixar para trás a do Agricultural Bank of China, em julho (US$ 22,1 bilhões).
A boa receptividade aos papéis da General Motors confirma o acerto do governo norte-americano em socorrer a operação, que afundava em prejuízo superior a US$ 88 bilhões, registrado entre 2005 e 2009. O Tesouro concedeu empréstimo de US$ 50 bilhões à fabricante de veículos e o governo ficou dono de 61% da companhia. Hoje, com as ações cotadas a US$ 33, o valor de mercado da GM sobe para US$ 63 bilhões. O governo passará a deter 33% do total.
O Tesouro norte-americano concedeu US$ 82 bilhões para evitar o colapso da indústria de veículos nos Estados Unidos. Estima-se que foram salvos 1,4 milhão de empregos, embora tenham ocorrido demissões em massa, o fechamento de fábricas e venda ou encerramento de atividades de marcas históricas no país.
A GM emergiu da concordata em julho e passou a obter bons resultados financeiros no mercado internacional. A corporação, que chegou a ter 618 mil empregados em 1979 nos Estados Unidos, hoje tem apenas 79 mil.
Com informações do Detroit News.