Imagine que nesta época de abundância de informação e escassez de foco, ainda é possível conquistar a atenção total de alguém por no mínimo cinco ou dez minutos e, se a corporação acertar na interação, o cliente se lembrará da experiência por muito tempo e falará sobre ela com os amigos.
Outra coisa que também precisa ser rapidamente revista é a visão do “atendimento que encanta clientes” para o “atendimento que resolve problemas dos clientes”. Esta sim é uma visão mais eficaz para o atendimento.
Para isso acontecer, é preciso pensar em retirar o maior número de obstáculos possível, mudando, inclusive, as metodologias das análises de qualidade do atendimento para responder à seguinte pergunta: a inovação melhora de fato a vida do cliente ou olha apenas para o umbigo da organização?
Pois bem, em uma pesquisa realizada recentemente, 84% dos clientes preferem usar o telefone se for para resolver um problema em detrimento de outros canais de atendimento.
Enfim, nesta época em que tecnologia parece ter virado sinônimo de qualidade no atendimento, manter o cliente sempre em primeiro lugar, mas não no discurso, na prática, é um grande desafio. Mais do que investir simplesmente em transformação digital, é preciso pensar em investimentos necessários para melhorar o atendimento no espírito 2.0.
Isto significa implementar uma cultura na empresa cada vez mais focada no problema do cliente, treinamento e desenvolvimento de colaboradores, principalmente no atendimento direto com o público.
A área de atendimento em um mundo em que o consumidor tem mais poder também precisa garantir um upgrade estratégico. Tal mudança começa pela adoção de nova mentalidade no atendimento e na própria organização, só depois, então, de novas tecnologias, metodologias, processos e perfis profissionais. Infelizmente, a pressa tem nos feito agir ao contrário!