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Obama mostra as regras do jogo para GM e Chysler

Há mais dúvidas do que certezas sobre o futuro da GM e da Chrysler nos Estados Unidos. O relatório que o presidente Obama acaba de liberar, por meio do comitê de gerenciamento da crise na indústria automobilística norte-americana, começa dizendo que os projetos atuais para recuperação das duas empresas não foi aprovado. Como novo caminho, propõe decisões firmes e indica que o governo quer mudanças – e rápido.
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cria

31 mar 2009

2 minutos de leitura

O Tesouro norte-americano vai financiar 60 dias de caixa para a GM preparar um novo plano, agora sob direção de Frederick Henderson, novo presidente interino da companhia em substituição a Rick Wagoner. Henderson comandava a área financeira da companhia, tarefa que agora caberá a Ray Young que, como Rick Wagoner e Fritz Henderson, foi presidente da GM do Brasil.

A Chrysler terá 30 dias para fazer o mesmo e finalizar a fusão com a Chrysler, antes chamada de aliança. Se os novos programas não forem radicais e indicarem uma saída convincente, não haverá mais recursos do contribuinte para financiar as duas montadoras.

O relatório admite que a lei de falências pode trazer a melhor solução para a reestruturação das duas empresas, oferecendo proteção durante o tempo necessário para se chegar a uma etapa saudável de negócios. Se tiverem sinal verde para avançar, GM e Chrysler terão seus carros garantidos pelo governo para elevar o grau de confiança do consumidor nas duas marcas.

No Estadão de hoje, 31, Celso Ming analisa que a situação internacional pode até ter ajudado a encontrar uma solução para as duas montadoras. A crise teria sido o pretexto perfeito para uma formidável pressão (para evitar a palavra chantagem) das montadoras sobre o governo. Diz o jornalista que nem mesmo num cenário de mar tranqüilo e vento a favor seria possível garantir o futuro da indústria automobilística americana sem forte ajuda dos cofres públicos.

Já a aliança entre Chrysler e Fiat, considerada indispensável por Obama para uma possível recuperação da montadora norte-americana, traz apreensões na Itália pelos riscos envolvidos. As ações da Fiat despencaram 9,35% nesta segunda-feira.