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Ociosidade e queda da lucratividade ameaçam indústria automotiva

Em 2014 a indústria automotiva brasileira registrará queda na lucratividade, aumento da ociosidade da capacidade produtiva, guerra de preços e retração no investimento. Essa é a conclusão de estudo conjunto realizado pela consultoria estratégica Roland Berger e Automotive Business e finalizado em fevereiro. O levantamento ouviu 258 executivos que atuam na indústria local, incluindo presidentes, diretores e gerentes seniores, em sua maioria (92%), representando montadoras, fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços, associações e governo. As entrevistas ocorreram entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014.
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Redação AB

12 mar 2014

2 minutos de leitura

-Veja aqui o estudo completo

O trabalho intitulado Automotive Perspectives traz um termômetro sobre o que pensam e esperam os executivos da indústria automobilística em 2014. “A avaliação descortina um ano repleto de desafios, com estagnação ou crescimento moderado, e aponta estiagem nos investimentos em novas plantas.


MAIORES DESAFIOS

Entre as maiores preocupações do setor estão lucratividade(53%) – impactada principalmente por custosde matéria-prima e cadeia de suprimentos, concorrência com importados (17%) e qualidade (3%). Montadoras e fornecedores mencionaram ainda a necessidade de repasse do aumento nos custos de fabricação de peças ao valor final do produto, a fim de reduzir em
parte o impacto em sua margem de lucro. No grupo de fornecedores Tier-2, 33% esperam por
uma onda de fusões e aquisições no sentido de consolidar operações e reduzir custos. Outros 24% afirmam ter a necessidade de financiamento, enquanto 20% apostam no crescimento das exportações como opção para aumento da entrada de capital e 17% têm o insourcing como opção.

A pesquisa conclui que haverá lançamentos de impacto, mas pouco anúncio de novos investimentos – resta implementar os aportes já anunciados. A despeito do crescente foco em produtividade e otimização de custos, lucratividade e competitividade continuarão difíceis, restringindo a exportação. Outra conclusão é que os custos operacionais ainda derrubam a competitividade da indústria nas exportações.