
Com isso, a produção de pesados no País recuou 35,2% no caso de caminhões ao passar de 23,3 mil para 15,1 mil unidades nos três primeiros meses de 2016 na comparação com mesmo intervalo do ano passado. Em chassis de ônibus, a queda chegou a 43,5%, para apenas 4,3 mil unidades.
-Veja aqui os dados da Anfavea.
Nos caminhões, a categoria de semipesados registrou o pior desempenho, com retração de 46,8% no acumulado, para quase 5 mil unidades contra as 9,3 mil de um ano atrás. Por outro lado, os semileves tiveram recuperação com aumento significativo de 77%, embora os volumes sejam pequenos: de 305 unidades de janeiro a março de 2015 para 540 unidades em iguais meses de 2016.
A baixa atividade da indústria ainda é reflexo do volume decadente dos emplacamentos, que no primeiro trimestre recuaram 32,1% para caminhões, cujo volume foi de 13,1 mil unidades nos três primeiros meses do ano. Contudo, chassis de ônibus seguem puxando para baixo o desempenho geral do setor de pesados: a queda chegou a 48% no período, com 2,7 mil unidades licenciadas contra as 5,2 mil de 2015.
Com o resultado do primeiro trimestre, a Anfavea confirma que fará uma revisão das projeções, mas sem mencionar quando (leia aqui). Por enquanto, a entidade mantém os números que apresentou no início de janeiro, quando previa um aumento de 12,8% da produção de pesados neste ano contra 2015, de 95,6 mil para 107,8 mil unidades, impulsionada pelas exportações, cujo crescimento é esperado para 12,4% na mesma base de comparação, para 31,7 mil unidades, em detrimento do mercado interno, cujas vendas de caminhões e ônibus não devem ultrapassar as 76,1 mil unidades, o que representaria queda de 13,9% sobre 2015, um ano cuja baixa já foi de 47,7% sobre o ano anterior.
Confira, em vídeo, o balanço dos resultados da indústria automotiva no 1º trimestre de 2016: