
Com isso, o saldo das carteiras de financiamento de veículos caiu 1,3% na comparação mensal, para R$ 192,6 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado a baixa é superior a R$ 20 bilhões, equivalente a encolhimento de 9,6%.
A redução do saldo combinada com a menor liberação de recursos sinaliza que, diante do cenário econômico, houve expressiva redução do interesse em contrair novos empréstimos por parte de consumidores e de conceder crédito por parte dos bancos, por isso as quitações tem sido maiores do que a entrada de novos contratos, fazendo a carteira se contrair mês a mês.
A Anef garante que as taxas de juros permanecem atrativas nos bancos de montadoras, com média de 1,57% ao mês e 20,55% ao ano. Segundo a entidade, o porcentual é inferior ao registrado nos bancos de varejo, que oferecem juros médios de 1,86% a.m. e de 24,8% ao ano.
Em agosto, os prazos médios dos contratos firmados pelas instituições associadas à Anef ficaram em 41,7 meses, praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado.
Segundo a entidade, diante dos resultados negativos, a melhor notícia é que a inadimplência permanece em baixa. Os atrasos acima de 90 dias nos pagamentos das prestações foram de apenas 3,9%, número que permanece estável desde dezembro de 2014.