
A Omoda Jaecoo pretende abrir sua fábrica no Brasil a partir da metade de 2026. O CEO Shawn Xu, que também é vice-presidente da Chery International, controladora da empresa, reiterou que segue “analisando algumas possibilidades”.
“Podemos construir uma fábrica do zero, mas seria um processo de dois a três anos. Outra alternativa seria aproveitar um local que já tenha a infraestrutura necessária para iniciar a produção”.
A montadora, portanto, adia os planos de ter produção no Brasil. Em agosto do ano passado, a empresa havia dito que o início das atividade produtivas no país começariam no primeiro trimestre de 2025 – o que não aconteceu.
Considerando a promessa de iniciar a produção na fábrica em menos de um ano, os executivos da Omoda Jaecoo sugeriram que a segunda alternativa é a mais provável. Porém, Xu ressaltou que a marca não vai tomar decisões impulsivas.
“Nossa estratégia é de longo prazo. É assim que deve ser para construirmos uma boa reputação”.
Híbrido flex deve estrear no segundo semestre de 2026

A Omoda Jaecoo está indo na contramão de conterrâneas como a BYD, que apostam quase todas as suas fichas nos motores elétricos.
“Ao contrario de alguns concorrentes, nossa estratégia também contempla modelos com motores de combustão”, confirmou Peng Hu, responsável pelas operações no Brasil.
O executivo reiterou que os motores flex estão no radar, desde que combinado à tecnologia híbrida. O lançamento comercial, inclusive, deve acontecer dentro de um ano.
“O desenvolvimento já está em andamento e no segundo semestre de 2026 provavelmente teremos motores flex atrelados aos híbridos”.
Omoda Jaecoo quer vender 50 mil unidades
A Omoda Jaecoo já vendeu quase quatro mil carros no país neste ano. A empresa promete lançar três novos modelos em 2026. Com estas novidades, espera aumentar o volume de carros vendidos no Brasil.
“Nossa meta é vender até 50 mil carros [em 2026]. A intenção é estar no top 10 dentro de até três anos”, prometeu Hu.
