
A cidade de Florianópolis (SC) amanheceu nesta terça, 17, mais uma vez com os ônibus parados devido a uma greve que começou na noite do dia anterior. A greve interrompeu o serviço das empresas Transol e Canasvieiras, afetando as regiões norte, leste e central da ilha, mas a situação foi normalizada às 10h30.
Para remediar a situação, a prefeitura autorizou a operação de transporte por vans privadas e orientou os usuários a consultarem o aplicativo Floripa no Ponto. A passagem de van custa R$ 20 (linha longa) ou R$ 15 (linha curta) e elas foram alocadas em três pontos de embarque na capital catarinense.
O movimento grevista começou na semana passada, após os trabalhadores rejeitarem a proposta de reajuste de 6% no salário, aumento de 10% no vale-alimentação e mudanças no plano de saúde.
De lá para cá, os trabalhadores já fizeram três paralisações, contando com a de hoje. Na quinta-feira, 12, os trabalhadores já haviam suspendido 89 linhas de ônibus. Já na segunda, 16, os coletivos do Sul da Capital deixaram de operar entre 4h e 9h.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Setuf), perante a greve, retirou ontem a proposta feita, argumentando que o acordo dependia da não realização de paralisações.
O acordo retirado incluía reajuste salarial de 6% (o que representaria ganho real de 0,68%), aumento de 10% no vale-alimentação (ganho real de 4,68%) e bonificação de 10% por acúmulo das funções de motorista e cobrador (ganho real de 4,68%).
Para encerrar a greve de ônibus, as concessionárias também haviam concordado, anteriormente, com pagamento do vale-alimentação até o primeiro sábado de cada mês, pagamento integral do exame toxicológico para motoristas e a assumir o impacto do reajuste do plano de saúde até 10%.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb), entidade que representa os trabalhadores, afirma que busca um acordo mais justo e digno para eles.
Eles pedem reajuste salarial correspondente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 3% de aumento real, aumento do vale-alimentação, passando dos atuais R$ 1.144 para R$ 1.300, e da gratificação pelo acúmulo da função de motorista e cobrador em 83%, saindo de atuais R$ 708 para R$ 1.300.
Os trabalhadores também reivindicam pagamento integral do exame toxicológico dos motoristas e melhores condições de trabalho.
Sem acordo entre as partes, a expectativa agora é pela reunião de conciliação marcada para esta terça-feira, 17, no Ministério Público do Trabalho.