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ONU reprova Brasil por não reduzir velocidade

Estamos na Década de Ações para Segurança no Trânsito, decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de fazer os países tomarem medidas para a redução dos acidentes de trânsito. Já na metade da década, o Brasil ainda não consolidou implementação das legislações e políticas públicas nos cinco principais fatores de risco, que segundo a ONU devem ser priorizadas por serem os responsáveis por mortes e lesões no trânsito. São as seguintes:
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Redação AB

07 out 2015

2 minutos de leitura

• O uso do capacete para motociclistas
• A proibição da associação de bebida alcoólica com direção
• Uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo
• Uso de cadeirinhas para o transporte de crianças
• Limitação de velocidade, com máxima de 50 Km/h nas áreas urbanas

O Brasil recebeu classificação positiva para os quatro primeiros itens, sendo reprovado no quesito “limite de velocidade urbana de 50 Km/h”, onde não atende a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Londres, no Reino Unido, conseguiu reduzir em 40% os mortos e feridos no trânsito nos últimos anos, resultado que atende as recomendações da ONU. Isso graças à redução da velocidade em ruas e avenidas. Hoje, 25% dos principais corredores viários de Londres têm limite máximo de 30 km/h: são 280 km de ruas com essa velocidade.

Dados da OMS indicam que 59 países, onde se concentram 39% da população mundial (2,7 bilhões), já implantaram o limite de 50 km/h nos centros urbanos. Em muitos desses países a velocidade máxima é menor ainda.

Portanto, você que não gostou da redução da velocidade máxima que está sendo implementada em São Paulo e em outras cidades brasileiras, saiba que a tendência é essa mesma. Diminuir a velocidade e reduzir o uso do carro é única saída para enfrentar o futuro nos centros urbanos.