
“A empresa percebeu que havia essa demanda no mercado por companhias que precisavam se concentrar mais em seu ramo de atuação do que em outras atividades, principalmente no contexto dos processos de redução de custos que passaram a ser mais recorrentes em alguns setores, como o agronegócio”, disse Marcelo Daher, diretor de desenvolvimento e negócios da companhia para a América Latina. O executivo explicou que nesse modelo de negócio a receita é obtida por meio de equação que envolve peso transportado.
As operações na área florestal e no campo, por exemplo, são umas das mais severas em termos condições e complexidade de transporte. Uma vez com estrutura própria, as empresas desses setores passam a conviver com uma série de riscos que podem refletir em suas operações, como paradas para manutenção e até disponibilidade de veículos. A Lots surge para executar este tipo de serviço e, logo nos primeiros anos de atuação regional, fechou contratos com nomes de peso como Suzano, Cocal e UMOE Bioenergy.

A empresa também tem como cliente a própria Scania, para quem realiza o transporte de peças e partes de veículos produzidos pela montadora. Nesta relação entre criador e criatura, a fabricante hoje desempenha papel de fornecedora exclusiva dos veículos operados pela Lots, no caso, os modelos da linha pesada da montadora. Em breve, disse Daher, estão nos planos da companhia a adição de veículos autônomos na oferta regional para aplicação em transportes em áreas privadas.
Estão no radar da companhia as oportunidades de negócios na América do Sul, região que também é atendida pela Lots a partir de sua sede, em São Paulo (SP). Recentemente a empresa fechou contrato com a mineradora chilena CMSA que deverá render US$ 55 milhões anuais à Lots. Há oportunidades sendo avaliadas no Peru e também em uma mineradora que opera no mercado brasileiro.
“Nosso faturamento hoje é de R$ 130 milhões. Com esse contrato no Chile, vamos passar para R$ 180 milhões a partir do próximo ano”, contou Daher.
