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Oportunidade para o Brasil na área de biocombustíveis

Relatório da multinacional Novozymes indica que dentro de dois a três anos o Brasil pode iniciar a produção do biocombustível derivado do bagaço da cana-de-açúcar em grande escala, além da atual produção do próprio açúcar. Até o ano de 2020, o Brasil produziria 8,2 bilhões de litros.
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02 jun 2009

2 minutos de leitura

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O documento diz ainda que o biocombustível de segunda geração não só irá gerar mais exportações para o Brasil, mas também ajudará o país a manter a sua liderança no mercado da energia renovável. Esse desenvolvimento dependerá da capacidade da indústria em atrair investimentos e o apoio político necessário, observa o estudo. O tema está sendo discutido no Ethanol Summit, em São Paulo, que começou segunda-feira (1º de junho) termina nesta quarta-feira (3).

As informações da Novozymes, líder mundial no fornecimento das enzimas necessárias para a produção do bioetanol, foram apresentadas no evento por Steen Riisgaard, presidente da empresa dinamarquesa (foto).

“Os carros europeus de hoje são movidos a açúcar brasileiro. Os de amanhã usarão resíduos”, declarou Riisgaard. “Estima-se que o Brasil terá capacidade de produzir entre 4,6 e 8,2 bilhões de litros de etanol de segunda geração derivado de biomassa de cana-de-açúcar até 2020, o que elevará o mercado brasileiro a uma posição única”, disse o executivo.

Riisgaard declarou que atualmente 7% do total do consumo de gasolina está baseado no biocombustível, que possui potencial de crescimento de pelo menos 25%, o que supriria a necessidade global para o transporte até 2030.

“Tanto a União Européia quanto os EUA têm uma forte demanda pelo biocombustível de segunda geração, e nós acreditamos que o Brasil está perfeitamente apto a abocanhar uma grande fatia deste mercado.”

Oportunidade para o Brasil

No ano passado a UE dobrou suas importações de biocombustível, fornecido na sua grande maioria pelo Brasil. O mercado de exportação está crescendo rapidamente, devido ao compromisso político dos EUA e da UE em criar um setor de transportes mais limpo, apoiado pela legislação.

A Novozymes e o seu parceiro brasileiro, o Centro de Tecnologia Canavieira, estão investindo pesadamente no desenvolvimento desse tipo de combustíveis e até já receberam um aporte de € 1,6 milhão da UE, para financiar pesquisas e desenvolvimento.

No Brasil, a percentagem de bioetanol usado no combustível de transporte já chega aos 50%, um nível muito maior do que os 7% nos EUA, 2% na China e 1% na Europa, colocando o país em primeiro lugar disparado. Os investimentos globais em etanol aumentaram significativamente nos últimos oito anos, passando de US$ 430 milhões em 2001 para US$ 14 bilhões em 2007.