
Muito se fala em inovação na indústria e na tecnologia, e essa também é a palavra de ordem no campo. Hoje, soluções de conectividade, automação, inteligência artificial e uso de dados são fundamentais para garantir um setor agrícola produtivo, sustentável e competitivo.
A CNH Industrial é uma das empresas que leva para a lavoura tais avanços, enquanto já estuda novas soluções para o futuro. Com forte DNA de inovação em 200 anos de atuação, a empresa estabeleceu parcerias estratégicas nos últimos três anos e ampliou sua gama de soluções que garantem cada vez mais eficiência ao agronegócio brasileiro.
“Investimos em tecnologia, agricultura de precisão e digitalização. Nossas últimas aquisições trazem nosso diferencial competitivo para atuarmos de forma completa em tecnologia de precisão. Queremos ser líderes na nova agricultura e na nova construção, levando inteligência para o campo”, explica Rafael Miotto, presidente da CNH Industrial para a América Latina.
Vantagens da inovação no campo
Máquinas com tecnologia embarcada, ferramentas digitais, operações remotas e monitoramento em tempo real são algumas das funcionalidades oferecidas pela companhia. Soluções que colaboram para a agricultura melhorar a logística, reduzir o custo operacional, aumentar a produtividade e ser competitiva internacionalmente.
“Tivemos nos últimos anos uma forte onda do uso da automação no agronegócio e na agricultura de precisão. Isso construiu uma base de máquinas com tecnologia e redes com informações fluindo de um lado para o outro”, explica Gregory Riordan, diretor de Tecnologias Digitais da CNH Industrial.
“Essas máquinas usam ferramentas de data analytics, machine learning e inteligência artificial para nos trazer insights que melhoram ainda mais as performances”, completa o executivo.
Nesse contexto, alguns caminhos básicos levam a inovação para o campo, para o agronegócio. Não só básicos, como complementares e necessários para os conceitos de Agricultura 4.0 e 5.0. Entenda melhor cada um deles.
Inovação no campo: Conectividade
Fazenda Conectada da CNH Industrial: referência em inovação no campoA conectividade é fundamental para o dia a dia na cidade? Imagine, então, para o campo, onde o acesso a tecnologias de ponta pode fazer toda a diferença entre uma safra e outra.
Esse foi um dos objetivos da ConectarAGRO. Hoje composto por 44 empresas, o programa tem como meta ampliar de forma massiva o uso de conectividade no setor agrícola e resolver as demandas do produtor e de empresas do setor nessa questão. Atualmente, no Brasil, menos de 30% das propriedades rurais tem internet de qualidade no campo aonde as máquinas operam.
A CNH Industrial foi uma das idealizadoras e fundadoras do projeto. Para a empresa, com a inclusão digital, o produtor rural tem acesso a soluções e tecnologias de ponta, como Agricultura 4.0 e 5.0, agricultura de precisão, máquinas autônomas, inteligência artificial e internet das coisas, drones para mapeamento do campo, entre outras.
Desde sua criação, a ConectarAGRO já auxiliou a promoção da conectividade, via banda larga 4G, na frequência de 700 MHz, para mais de 14,4 milhões de hectares de áreas rurais e remotas no Brasil.
Foram mais de 29 milhões de hectares que receberam o padrão Narrow Band IoT (NB-IoT) – habilitadora de soluções de Internet das Coisas. Além de mais de 1 milhão de pessoas, em 525 municípios de 12 estados diferentes, beneficiadas.
Os benefícios desses movimentos e investimentos são postos à prova em outra iniciativa da CNH Industrial. Por meio de sua marca Case IH e na forma de um projeto-modelo, a Fazenda Conectada recebeu conexão 4G em seus mais de 4 mil hectares.
Com 14 máquinas da Case IH conectadas, a fazenda, localizada em Água Boa – região de forte produção agrícola no Mato Grosso – tem sua operação monitorada pelo AFS Connect Center, na nova Central de Monitoramento Inteligente e Experiência do Cliente, que funciona na fábrica da CNH Industrial em Sorocaba (SP).
Recentemente, em 2022, a Fazenda Conectada ainda adotou novas soluções de agricultura digital. Entre elas, a AGXTend, plataforma que agrega 10 aplicativos que prometem cobrir as atividades no campo de ponta a ponta: preparo do solo, plantio, semeadura, fertilização, trato cultural e colheita. Todos os serviços já alinhados ao conceito de Agricultura 5.0.
E para todos esses processos, é preciso a máquina alinhada às novas tecnologias. A nova linha de colhedoras Austoft Série 9000, da Case IH, reuniu R$ 100 milhões de investimentos e foi desenvolvida na fábrica de Piracicaba (SP) – centro mundial de pesquisa e soluções da CNH Industrial para a colheita de cana.
O modelo foi lançado com a promessa de colhedora com a maior relação peso/potência já produzida em série. Além disso, usa nova hidráulica e sistemas automatizados em prol de eficiência. Para tal, a empresa investiu em treinamentos de mais de 20 mil profissionais para operar as máquinas no país.
“Foram 180 mil horas de testes de campo e de bancada para garantirmos mais produtividade e rendimento ao produtor. Com mais de 20 melhorias, a Austoft 9000 tem performance significantemente maior do que qualquer outro modelo do mercado mundial”, garante Christian Gonzalez, vice-presidente da Case IH.
Agilidade em tempo real
Sistemas conectados nas plantações permitem tomadas de decisões mais ágeisOs recursos da telemetria foi outra frente que otimizou o funcionamento das máquinas na lavoura. Em uma parceria firmada com o Pulse, hub de inovação da Raízen, a CNH Industrial disponibilizou uma interface que permite ao operador antecipar e identificar a necessidade de reparo dos equipamentos usados no campo.
Com o uso da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), o serviço sinaliza em tempo real, por exemplo, quando uma máquina está com o consumo elevado de combustível. Ou quando apresenta pequenas falhas no funcionamento.
“Não tenho dúvidas de que a conectividade, aliada a esse combo de agricultura de precisão, internet das coisas e inteligência artificial pode conferir ao Brasil um novo salto de produtividade”, diz Gregory.
Com um celular na cabine das máquinas é possível carregar os dados em uma plataforma que faz a avaliação imediata de desempenho dos equipamentos. As informações processadas contribuem para suporte nos processos e melhoram a tomada de decisão no campo.
Dessa forma, o produtor tem sua frota de máquinas agrícolas operando nas melhores condições – o sistema voltado para o campo foi o vencedor do Prêmio Automotive Business de Inovação em 2022.
“Quando temos essa capacidade de ter as informações em tempo real, consigo fazer minhas predições de falha quase em tempo real para intervir na máquina no momento necessário, principalmente para falhas críticas”, ressalta Gregory.
Para o executivo, a conectividade e o conceito de Agricultura 5.0 são as chaves para o produtor brasileiro ser competitivo. Ele, inclusive, cita o estudo do BNDES que aponta que a maior conectividade no campo aumentaria os retornos para a agricultura em cerca de US$ 25 bilhões.
“E o potencial pode ser maior ainda, na medida em que surgem novas ferramentas digitais para apoiar o produtor. Teremos um salto bastante expressivo nos próximos cinco anos”, aposta Gregory.
Inteligência artificial
New Holland CR Intellisense traz o conceito de colheita precisa, que ajuda a aumentar a eficiência das lavourasOutro suporte fundamental para a inovação no campo passa pela chamada inteligência artificial (IA). Em 2022, a New Holland Agriculture, outra marca da CNH Industrial, lançou no Brasil a linha de colheitadeiras CR Intellisense. Dotada da tecnologia, a máquina traz o conceito de colheita precisa, que ajuda a aumentar a eficiência das lavouras.
Ao mesmo tempo, o produtor consegue escolher entre diferentes “estratégias” de colheita ao usar a máquina. Ou seja, o operador pode regular a colheitadeira de acordo com a condição da lavoura e o objetivo que pretende atingir.
Além disso, a companhia já faz estudos em relação à automação de máquinas agrícolas. “Hoje, nos Estados Unidos, já comercializamos algumas soluções de autonomia para aplicações específicas. Provavelmente, os sistemas autônomos serão comercializados no Brasil nos próximos três anos e terão um salto de cinco a dez anos”, acredita Gregory.
Aquisições
Na busca incessante por inovação, a CNH Industrial também percebeu a importância das novas frentes de negócios. Nos últimos dois anos, a companhia fez aquisições estratégicas no mercado que garantem à empresa diferencial competitivo para atuar de forma completa com tecnologias de precisão, automação e digitalização no campo.
Um dos mais importantes movimentos nesse sentido ocorreu em 2021, quando a CNH Industrial comprou a Raven Industries, por US$ 2,1 bilhões. A empresa é líder norte-americana em tecnologia de agricultura de precisão e referência em sistemas autônomos.
No mesmo caminho da automação agrícola, e na eletrificação, a CNH Industrial ainda adquiriu a Monarch Tractor, que tem sede nos EUA.
Em termos de produtos, a empresa espera ampliar sua linha de escavadeiras médias com a compra da Sampierana. A empresa italiana é especializada no desenvolvimento, fabricação e comercialização de máquinas de movimentação de terra, material rodante e peças de reposição.
Para a parte de soluções e serviços, outra significativa negociação foi a compra da AgDNA, líder em sistemas de informações de gerenciamento agrícola, ferramentas de integração, mapeamento e análise de dados. Em 2023, a CNH Industrial adquiriu, por US$ 110 milhões, a Augmenta, referência em robótica.
Também em 2023 ocorreu a compra da Hemisphere, líder global em tecnologia de posicionamento por satélite de alto desempenho. A CNH Industrial investiu US$ 175 milhões na operação, que tem como objetivo acelerar as soluções automatizadas e autônomas para os segmentos agricultura e de construção.
Ao mesmo tempo, a empresa adquiriu a Bennamann, especializada em soluções disruptivas para economia circular na agricultura. E obteve participação minoritária de 10% na Stout, startup, com sede nos EUA, focada em implementos inteligentes para agricultura alimentados por IA.
“Essas aquisições foram feitas para que a CNH Industrial possa entregar avanço tecnológico e acelerar alguns processos. Sem dúvida a empresa está se tornando cada vez mais referência em inovação e tecnologia no Brasil e no mundo. E tudo isso vai refletir na posição e na oferta ao mercado brasileiro”, destaca Rafael Miotto, presidente da CNH Industrial para a América Latina.
CNH Industrial e inovação: Open innovation e ESG
Para chegar ao campo, a inovação também passa por ideias e capacitação. Nesse sentido, a CNH Industrial trabalha sua política open innovation, na qual estimula internamente o trabalho de forma aberta e colaborativa.
Funcionários, parceiros, acadêmicos, consumidores e até mesmo concorrentes, segundo a empresa, podem dar ideias de novas soluções ou mesmo aprimorar um produto ou ferramenta que já exista para torná-lo (a) cada vez mais competitivo (a).
Essa cultura da inovação passa, ainda segundo a CNH Industrial, por valorizar as pessoas, contribuir com o seu bem-estar e estimulá-las a participarem ativamente de iniciativas e ações internas que colaboram com o conceito.
“Na CNH Industrial, Diversidade e Inclusão (D&I) está diretamente relacionada à inovação. Pessoas diferentes, com histórias e bagagens distintas, contribuem para um bem comum. Portanto, trabalhamos para que todos os colaboradores tenham um mindset voltado para inovação, estejam atentos e abertos para colaborarem com ideias, discutirem alternativas e proporem novos projetos de olho na necessidade do cliente”, afirma Rafael Miotto.
Ao mesmo tempo, o conceito de bem-estar vai de encontro com ações externas. Na agenda ESG da companhia no Brasil, um dos seus principais programas é o Centro de Empoderamento Digital, localizado em Água Boa (MT).
Fruto de uma parceria com a concessionária Agritex, a prefeitura do município e a organização social Recode, o projeto promove cursos com temáticas que envolvem Gestão de Projetos e Modelagem de Aplicativos, Tecnologias para o Desenvolvimento Pessoal e Profissional, além de Competências Digitais para o Mercado de Trabalho.
“Nos preocupamos com todo o ecossistema em que nossas máquinas e serviços estão inseridos. Assim, ao mesmo tempo em que produzimos máquinas tecnológicas e conectadas, investimos também esforços em garantir que as áreas rurais brasileiras tenham capacidade e estejam preparadas para toda essa inovação”, explica Gregory.