A notícia vem do governo, que busca cobrir com uma boa imagem de marketing o programa de utilização do combustível de origem verde. O projeto esbarra em dificuldades logísticas, no custo final do produto e na utilização massiva de soja como matéria-prima, concorrendo com o setor de alimentos.
“Se formos cuidadosos podemos chegar a B20” – disse o presidente Lula, durante o anúncio do B5, mistura que adiciona 5% de biodiesel ao óleo diesel usado em veículos. Ele lembrou que locomotivas já utilizam os 20% e a indústria automobilística já faz testes com a nova proporção.
As 43 usinas instaladas no Brasil têm capacidade para produzir 3,6 bilhões de litros por ano. O centro-oeste responde por 33%, o sudeste 18%, o sul 25%, o nordeste 19% e o norte 5%.
A antecipação em três anos no uso da mistura com 5% de biodiesel deve posicionar o Brasil como segundo maior produtor mundial, somente atrás da Alemanha. Hoje o País é o quarto colocado no ranking, atrás também dos Estados Unidos e França.
O ministro Edison Lobão de Minas e Energia, que também é presidente do Conselho Nacional de Política Energética, entende que a determinação do governo representa um grande avanço no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. “Teremos um combustível mais limpo nos centros urbanos e nas rodovias, com a geração de emprego e renda para a população mais carente dedicada à agricultura familiar”, afirmou.