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Os desafios no controle de emissões

O controle de emissões por veículos pesados no Brasil deu origem a uma conturbada novela. Em janeiro os caminhões e ônibus deveriam obedecer as normas Euro 4 (ou P6) para serem licenciados, segundo a Resolução 315/2002, do Conama. O que não vai acontecer, porque não há motores, caminhões e diesel adequados para essa finalidade. Segundo os fabricantes de veículos e a Petrobras, o atraso aconteceu porque a ANP não publicou a tempo a especificação para o diesel S50. Quando o teor do diesel veio a público, no final do ano passado, começaria a contagem de 36 meses para adequação do combustível e dos veículos (há controvérsias sobre esse prazo). Assim, Euro 4 só chegaria em 2010, ao contrário do que pretendia a Resolução 315. Pressionado pelos ambientalistas, o ministro Carlos Minc bateu o pé: em janeiro só seriam emplacados veículo Euro 4. Estava claro que era (mais uma) insensatez. Depois veio um acordo, envolvendo todos os interessados no assunto, menos os ambientalistas. Vamos saltar de Euro 3 (norma atual) direto para Euro 5, em 2013. Para o desenvolvimento, fabricantes de motores e caminhões vão precisar de diesel de referência nos testes (S10), que deve ser importado. Até agora, a disponibilidade de diesel de referência tem sido uma novela à parte – a Petrobras afirma que tem, os fabricantes garantem que não recebem. Inconformados com o enredo da novela, os ambientalistas lembram que os estragos já foram feitos que eventuais compensações são meros paliativos. Enquanto se discute o avanço no controle de emissões na fronteira do Euro 5, que exige tecnologias sofisticadas e elevação no preço dos veículos novos, sai de foco a renovação da frota de caminhões. Como nada menos do que 43% dessa frota corresponde a veículos Euro Zero, de nada adiantará, a curto ou médio prazo, o esforço isolado de trabalhar em Euro 5. Tema para reflexão.
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cria

05 nov 2008

2 minutos de leitura