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Os puxadinhos que ajudam as montadoras

A jornalista Cleide Silva analisa no caderno Negócios do Estadão, nesta segunda-feira, 19, o esforço das montadoras para elevar a capacidade de produção e evitar gargalos.
A jornalista diz que ‘puxadinhos’, transferência da manufatura de produtos entre unidades e modernização do sistema de montagem permitem fazer o milagre da multiplicação dos carros.
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19 jul 2010

3 minutos de leitura

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É o que acontece, por exemplo, na General Motors, que procura ganhar capacidade com pouco investimento – segundo o vice-presidente de manufatura, José Eugênio Pinheiro. Ele alavancou a produção de novos componentes na unidade de Mogi das Cruzes, SP, para liberar espaço na fábrica de São Caetano, que passa por melhoramentos para ganhar eficiência e agilidade, embora não cresça em área.

Cleide comenta também que os ‘puxadinhos’ se transformaram em rotina nas instalações da Fiat em Betim, MG. Lá são comuns também os milagres logísticos para permitir o fluxo de materiais na montagem de mais de três mil veículos por dia, que são embarcados em cegonheiras para chegar aos concessionários.

A Stola, especialista em estampagem, complementa o esforço da Fiat, dentro de um artifício para ganhar produtividade na fábrica. Integrada à produção do Novo Uno, a sistemista entrega ainda diretamente para a área de pintura da montadora, em Betim, as carrocerias completas de picapes, Doblòs e Fiorinos. Outras iniciativa da Fiat é a utilização das instalações na Argentina ou no complexo da Iveco, em Sete Lagoas.

A Volkswagen utiliza a fábrica do Paraná para complementar trabalhos da unidade Anchieta, de São Bernardo do Campo, SP. Carrocerias do Polo, por exemplo, são enviadas em caminhões até lá para pintura e voltam. Marcelo Martin, diretor do comitê de Manufatura da SAE Brasil, disse à jornalista que o custo de transportar peças para driblar gargalos é mais vantajoso do que investir em novas linhas.

Entre os fabricantes de veículos comerciais acontece esforço semelhante. A Mercedes-Benz, de São Bernardo do Campo, recorre ao milk run (coleta de peças junto aos fabricantes) e racionalizou a logística na fábrica para diminuir estoques. “Há alguns anos tínhamos estoques para quinze dias. Hojé é para três horas” – explicou à jornalista Ronald Linsmayer, vice-presidente de operações da empresa.

A MAN já fez ‘puxadinhos’ também em Resende e agora passa a estruturar um parque de fornecedores ao redor da fábrica para ganhar espaço nas linhas de montagem. ArvinMeritor, Randon e Maxion são as primeiras empresas a ocupar o novo centro.


Foto: José Eugênio Pinheiro, vice-presidente de manufatura da General Motors.