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Redação AB
Foi um novo recorde histórico. De janeiro a dezembro a indústria automobilística brasileira produziu 3.638.390 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O crescimento foi de 14,3% em relação a 2009. O marco foi alcançado apesar de um recuo de 10,3% na produção em dezembro, que somou 283.873 unidades, contra 316.331 de novembro.
Ao longo de 2010 a produção de automóveis e comerciais leves em relação a 2009 cresceu 12,4%, para 3.401.190 unidades; a de caminhões 54,7%, para 191.321 unidades; e a de ônibus 32,8%, para 45.879 unidades.
Já a produção de máquinas agrícolas automotrizes somou 88.742 unidades no ano passado, com um bom avanço de 34% sobre 2009. Em dezembro foram montadas 4.096 unidades — houve recuo de 44,1% em relação a novembro.
Os dados foram divulgados pela Anfavea, entidade que reúne os fabricantes de veículos automotores no País, nesta quinta-feira, 6.

Vendas internas e exportações
As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 3.515.064 unidades e estabeleceram um novo recorde histórico no Brasil. O crescimento em relação a 2009 foi de 11,9%. Os automóveis e comerciais leves avançaram 10,6%, os caminhões 43,5% e os ônibus 25,6%.
A Anfavea atribui os bons resultados do setor ao crescimento do volume de crédito disponível para financiamento (18,3% entre os meses de novembro de 2009 e 2010), evolução pequena dos juros anuais praticados (18,6% para 18,9%, na mesma base de comparação), queda na inadimplência (de 4,6% para 3,0%) e elevação no índice de confiança do consumidor detectado pela FGV (115,5 para 126,2).
A entidade, no entanto, alerta para uma acentuada queda na capacidade da indústria local competir com os players estrangeiros, em um cenário internacional marcado ainda pela recuperação dos níveis de produção. Esse quadro fica evidente no comportamento da parcela de exportações em relação à produção de veículos completos no País: o índice cai de 30,7% em 2005 para 11,9% em 2010. Ao mesmo tempo, os importados, que representavam 5,1% dos emplacamentos em 2005, saltaram para 11,9% em 2010. Os gráficos ilustram esses cenários.



