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Os trancos na matriz energética brasileira

O destaque dos jornais de hoje vai para a área de energia, que tem passado por altos e baixos freqüentes – e não apenas no que diz respeito ao preço do barril de petróleo, agora na casa dos US$ 100. Em primeiro plano está a crise da Bolívia, que ameaça o suprimento imediato de gás ao Brasil e pode colocar em xeque o atendimento às termoelétricas. Mais importante, no entanto, é o anúncio das estimativas de reservas do megacampo de Iara, na Bacia de Santos, que pode ter 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo e gás. No que diz respeito ao etanol, continuam as pressões internacionais sobre a utilização de áreas agrícolas para produção de combustível. Ontem um comitê do Parlamento Europeu voltou pela redução drástica na meta de uso de biocombustíveis no transporte terrestre até 2020, ameaçando o projeto brasileiro de transformar o etanol em commodity global (notícia no Valor de hoje). O Brasil avança nas exportações de álcool, chegando a um recorde em agosto. Há, porém, o alerta de que nossa capacidade de escoamento do produto está chegando ao limite diante das limitações na infra-estrutura dos portos. A previsão de exportações de etanol este ano é de 4,5 bilhões de litros.
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cria

12 set 2008

1 minutos de leitura