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Otimismo de volta ao mercado dos EUA

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pedro

05 fev 2012

4 minutos de leitura

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Foto: dirigentes da NADA abrem oficialmente em Las Vegas a convenção da entidade que reúne os concessionários americanos.

Pedro Kutney, AB
De Las Vegas, Estados Unidos

Na cidade do jogo e do pecado, como é conhecida Las Vegas, nos Estados Unidos, os conservadores concessionários americanos abriram seu congresso anual em clima de otimismo e forte apelo religioso-patriótico, incluindo a interpretação da canção “God Bless America” por uma cantora adolescente de bochechas vermelhas e sermão de um pastor de olhos fechados na abertura oficial do evento, no sábado, 4, além de palestra do beligerante ex-presidente George W. Bush no dia seguinte, domingo, 5.

Com a fé na força do dinheiro que traz estampado “Em Deus Nós Confiamos” em cada cédula circulante, que começou a circular com maior intensidade no ano passado, o setor de distribuição americano ainda comemora o resultado de 2011, com 12,8 milhões de veículos leves vendidos, em alta de 11,3% sobre os 11,5 milhões de 2010, confirmando assim a recuperação que vem sendo construída desde 2009, quando as vendas chegaram ao fundo do poço, com 10,3 milhões de unidades. Tudo isso em um mercado que chegou a ter o impressionante tamanho de 16 milhões de carros por ano em 2007.

“Sobrevivemos à pior crise que já se abateu sobre o setor automotivo americano”, afirmou Stephen Wade, que durante 2011 ocupou a presidência da associação dos concessionários americanos, a NADA. Wade lembrou ainda que as vendas só não chegaram a 13,5 milhões de unidades devido ao recuo das marcas japonesas, prejudicadas pelo terremoto seguido de tsunami no Japão, que interrompeu a produção de veículos e peças. “Mas estamos só virando a esquina da crise, com imensos desafios pela frente”, ponderou Wade.

A incerteza na economia ainda é forte, será difícil repetir dois dígitos porcentuais de crescimento este ano, mas mesmo assim o setor trata de comemorar enquanto pode. Ainda que um terço menor do que já foi, o mercado americano continua sendo o respeitável segundo maior do mundo – e com rentabilidade recuperada, a julgar pelos lucros divulgados por todas as três de Detroit (Ford, General Motors e Chrysler), todas no vermelho e à beira da falência há apenas dois anos. A lucratividade dos concessionários também está em franca ascensão, mas não sem dor. As margens melhoraram porque o setor encolheu: de 22,2 mil lojas em 2000, esse número foi reduzido a 16,5 mil hoje e continua a cair, proporcionando um maior número de negócios por ponto de venda, ainda que o mercado seja menor do que no passado recente.

São esperados mais de 20 mil visitantes na convenção da NADA deste ano entre concessionários, fornecedores diretos, executivos de montadoras e expositores. O encontro local atrai o interesse internacional de 1,5 mil concessionários de 36 países – muitos do Brasil, incluindo a diretoria da associação das concessionárias brasileiras, a Fenabrave, e o recém-empossado presidente da entidade, Flávio Meneghetti. Sinal de que, apesar da crise, todos querem aprender a vender mais com a fé inabalável no consumo dos americanos. Afinal, foram os concessionários do país que criaram a cultura de massa do automóvel: ainda em 1917, trinta revendedores se reuniram para ir à capital do país, em Washington, para convencer os congressistas a desistir de taxar os carros como bens de luxo. Eles conseguiram.