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Paccar, de olho no Brasil, consulta fornecedores

Paulo Braga, AB
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Redação AB

24 ago 2010

3 minutos de leitura

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A Paccar está em contato com fornecedores brasileiros de sistemas para veículos pesados, confirmando o interesse demonstrado pela empresa em estabelecer uma operação no Brasil. O Biglorryblog analisa essa iniciativa. A marca é conhecida pelos caminhões Peterbilt e Kenworth, mas é a linha DAF que está mais próxima de chegar ao Brasil.

Enquanto as especulações se avolumam sobre a chegada de novos players ao Brasil no segmento de veículos comerciais, quem dá passo efetivo é a NC2, associação entre Navistar e Caterpillar, que deve anunciar detalhes da fábrica no sul do País dia 4 de outubro. Há pelo menos dois desafios para todos esses empreendimentos: estruturar uma rede de distribuidores e selecionar fabricantes de componentes e sistemas para um programa de nacionalização capaz de abrir portas aos recursos da Finame.


Resultados

A Paccar reportou receitas e lucros crescentes no segundo trimestre do ano. O resultado foi anunciado pelo chairman e CEO Mark Pigott em Bellevue, Washington, no final de julho, que ressaltou a recuperação ‘apenas gradual’ do mercado global de caminhões após um período de baixos volumes.

A companhia ganhou US$ 99,6 milhões no segundo trimestre (US$ 26,5 milhões no mesmo período do ano passado) e acumulou um lucro de US$ 167,9 milhões na primeira metade de 2010. A receita no semestre foi de US$ 4,69 bilhões.

A DAF alcançou uma participação recorde de 16,3% no segmento de veículos acima de 15 toneladas de janeiro a julho. “Pretendemos avançar para 20% a médio prazo” – disse o presidente da companhia, do grupo Paccar, líder no mercado europeu de cavalos-tratores e segunda colocada na soma geral na região. Ele estimou vendas de 160 mil a 170 mil caminhões na Europa este ano, na faixa acima de 15 toneladas, admitindo ainda o impacto dos desafios econômicos na região.

Dan Sobic, vice-presidente executive da Paccar, estimou a demanda de caminhões da Classe 8 nos Estados Unidos e Canadá em 110 mil a 130 mil unidades em 2010, diante das incertezas na retomada da economia e elevado desemprego. Já Bob Christense, sênior vice-presidente, destacou as operações da DAF e Kenworth na América do Sul, enfatizando os baixos custos operacionais, a boa dirigibilidade dos veículos e a performance do motor MX.


Atração

O passo da Paccar pode ser facilmente justificado quando se observam as projeções de vendas para o mercado brasileiro, que poderá somar 220 mil caminhões e ônibus em 2010 – ou até um pouco mais. Espera-se uma antecipação de compra para cavalos 6×2 para puxar bitrens, operação que não será permitida pela legislação em 2011. O próximo ano também deve estar aquecido, com um pre-buy motivo pela exigência de Euro 5 em 2012. Embora nem mesmo um bocado de pressa consiga levar a Paccar a se beneficiar desses dois picos de compras por aqui, ela aposta no futuro da economia brasileira e nos investimentos em infraestrutura, acelerados pela Copa do Mundo de 2014 e pelas Olimpíadas de 2016.

Foto: O DAF CF85 ganhou o prêmio de Fleet Truck de 2010 no Reino Unido.