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Agência Brasil
O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Tigre, disse que as medidas de incentivo à indústria do plano Brasil Maior estão “dentro da realidade”. As ações de estímulo ao setor foram anunciadas pelo governo na terça-feira, 3 (leia aqui). “É preciso entender que o grande problema não é o governo. A situação internacional é que é a grande questão. O governo vem tomando medidas importantes para que possamos nos proteger e aumentar nossa competitividade”, avaliou.
O governo reforçou a atuação sobre o câmbio, lançou medidas tributárias, com a desoneração da folha de pagamento, estímulos à produção nacional e definiu o regime automotivo. Foram destacadas ainda medidas para reduzir o custo do comércio exterior e de defesa comercial.
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) divulgou ainda novas condições de crédito.
Tigre disse que são ações importantes, mas acrescentou que estados que praticam a chamada “guerra dos portos”, oferecendo descontos no ICMS para produtos importados, precisam dar sua contribuição para a indústria nacional. “O governo está fazendo um conjunto de medidas para estimular a indústria que está vivendo dias difíceis. Nós sabemos que há uma carga de impostos alta e que isso é extremamente prejudicial. Mas outro aspecto ruim é que alguns estados facilitam a importação e isso não pode ocorrer”, disse.
Já o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, elogiou a criação dos conselhos setoriais, já anunciados no ano passado, durante o lançamento do Plano Brasil Maior. “A reedição do conselho é muito importante para a cadeia produtiva em uma hora como esta. Já fizemos isso no passado com bons resultados”, lembra.
Além das medidas, o governo decidiu instalar 19 conselhos de Competitividade com o objetivo de estimular o setor produtivo (leia aqui). De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), esses conselhos serão compostos por aproximadamente 600 pessoas, entre integrantes do governo, empresas e representantes dos trabalhadores.