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Pandemia e o estresse de um modelo produtivo obsoleto

Quem não estava adaptado à realidade do digital sofreu mais com o surgimento da pandemia do novo coronavírus. Um mundo interconectado e não digital é o retrato da “sofrência”. É preciso compreender o digital: temos uma nova capacidade aumentada de administração dos processos, a gestão e comando das pessoas na sociedade, e consequentemente dos negócios e das empresas.
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Redação AB

27 abr 2020

2 minutos de leitura

Angústia e depressão surgem pela falta de entendimento da realidade atual e da projeção de cenários futuros que apontem para onde seguiremos. Tenta-se induzir o futuro a partir da mesma perspectiva de hoje, repetindo velhos hábitos, seguindo velhos modelos de gestão. É um risco muito alto.

A migração para o home office é um meio caminho para aliviar a pressão. No entanto, é a virada de chaves para o digital que pode tornar mais fácil lidar com novas pandemias, talvez mais frequentes no mundo globalizado.

Resistir às mudanças para muitos significa a preservação do legado que ocupam: cargos, empregos e profissões. Se o legado garante o ganha-pão, por que arriscar tudo e colocar o fim do mês em risco? Enquanto o cenário é estável, permanecer na média é uma opção que funciona bem quando a taxa de competitividade é baixa. No entanto, o cenário atual é de brutal concorrência. É tanta abundância de informação, cooperação e inovação que manter-se conservador pode ser muito arriscado.

O QUE MUDA NA GESTÃO DOS CLIENTES?

A internet possibilitou uma nova geração de clientes muito mais ativa, que inclusive define a qualidade do atendimento que está sendo oferecido ao próprio cliente. A reputação do serviço é medida pela nova linguagem digital (cliques, estrelas, comentários etc.). No digital, todo o mundo passa a ter mais acesso ao que antes era restrito. Como você já ouviu, conhecimento é poder.

Então, mudam as formas de administração e de organização dos processos e das pessoas para atender ao cliente. No mundo dos negócios, a consequência imediata é o empoderamento do consumidor. O nível de exposição nas mídias sociais é enorme, gerando uma pressão absurda por medo de algum arranhão na reputação pelas empresas.

A voz do cliente, que está digitalmente mais experiente, e consequentemente mais ativo, nunca foi tão ouvida agora como antes. Basta dar um like para o cliente influenciar outros na hora de decidir pela compra de determinado veículo ou marca ou modificar (leia mandar) a própria prestação de serviço das empresas, como nos Ubers – no plural mesmo.