
As montadoras aproveitaram os meses de pandemia, e de falta de componentes, para aplicar uma agenda de eletrificação no mercado nacional. Segundo a pesquisa Cenários para a Indústria Automobilística, produzida pela Automotive Business em parceria com a Roland Berger, o assunto acelerou os trabalhos em torno das novas tecnologias de propulsão veicular.
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Esta foi a 9ª edição do estudo, que apurou a visão de 536 profissionais do setor automotivo brasileiro, 38% deles de posições de diretoria, presidência e vice-presidência de organizações do segmento.
Os entrevistados para apontaram que, em termos estratégicos, as principais tendências na indústria este ano são a revisão e a renovação da oferta de veículos no país. O tema, ainda segundo os respondentes, foi um dos menos impactados pela pandemia em termos de desenvolvimento, e também foi apontado como um dos principais atributos esperados pelos consumidores.
“O cenário das montadoras se alterou de forma bastante dinâmica ao longo da pandemia. Vimos mudanças significativas em market share. Vimos também o setor se dinamizando em termos de avanço da agenda estratégica. Temas como eletrificação começam a ganhar prioridade na pauta das fabricantes de veículos”, disse Marcus Ayres, da Roland Berger.
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Indústria 4.0 e atualização das fábricas
A respeito do cenário para a manufatura no país, neste ano, a pesquisa apontou que as montadoras estão focadas na continuidade dos investimentos em tecnologias 4.0, no sentido de digitalizar as suas linhas de produção. O movimento pôde ser visto ao longo da pandemia, quando algumas montadoras aproveitaram as paradas nas linhas para promover atualizações de equipamentos.
Outra tendência bastante cara ao universo fabril apontada pela pesquisa é a busca por economia de recursos. Não é um tema novo, mas a pesquisa mostra que os meses pandêmicos evidenciaram às empresas o quão importante é manter uma operação que consuma pouca energia, por exemplo. Afora a questão financeira, estão aí também as pressões da agenda ESG.
Ainda sobre produção, a pesquisa mostrou que a principal influência das paradas por falta de componentes se dará, segundo os entrevistados, na estrutura do market share do mercado brasileiro. Ou seja, quem produz mais, no momento, também venderá mais. Stellantis, Toyota, Volkswagen e General Motors são avaliadas na pesquisa como as montadoras mais preparadas para os desafios impostos pela falta de componentes.
Aumento dos preços dos veículos e pressão sobre os fornecedores são os outros dois reflexos do descompasso produtivo causado pela crise dos chips na cadeia automotiva
Patrocínio da pesquisa Cenários para a Indústria Automobilística 2022

