
O mercado de máquinas de construção vem de dois anos de estagnação, com vendas no patamar de 37 mil unidades por ano, segundo dados da Anfavea, a associação que representa as maiores fabricantes do setor. Uma delas é a Case Construction, do grupo CNH, que na terça-feira, 18, apresentou um panorama positivo para 2026: crescimento do mercado em 4% sobre o volume do ano passado.
Henrique Sá, diretor da empresa na América Latina, afirma que o aumento é impulsionado pelo ano eleitoral e só não será maior porque o aumento do PIB, que serve de termômetro para a venda de veículos pesados e máquinas no país, deve ficar abaixo de 2% este ano.
Um outro motivo, segundo o executivo, é a dificuldade de acesso ao crédito por parte do consumidor final. “Sem dúvida a gente teria espaço para ter um mercado ainda mais pujante se tivéssemos o crédito mais facilitado, uma taxa de juros mais controlada e isso poderia acelerar o desenvolvimento”, contou o executivo.
“O mercado também tem ficado em um nível estável, de pouco crescimento. A gente entende que, da forma como está, não tem sido um problema. A gente continua mantendo expectativa de no ano que vem ser algo similar em termos de volumes”, comentou Sá.
Hoje, a fábrica da Case, instalada em Contagem (MG), tem capacidade para produzir até 8 mil veículos por ano. A empresa não revela qual é o volume atual de produção, mas ela está abaixo da sua capacidade plena.
A Case Construction produz em Minas Gerais cinco modelos, dentre escavadeira, motorreguladora, pá carregadeira, trator de esteira e retroescavadeira. Outros três equipamentos que constam na oferta da empresa são importados.
