
A discussão sobre carros elétricos invariavelmente passa pela questão do seu custo, seja para quem compra ou para quem produz. Pelo lado das montadoras, o panorama é de que o custo para se produzir um motor eletrificado continuará alto nos próximos anos apesar do aumento da escala.
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É o que pensa o CEO da Mercedes-Benz, Ola Kaellenius. No primeiro dia do Salão de Munique, evento que está sendo realizado na Alemanha nesta semana, o executivo afirmou que produzir veículos elétricos continuará sendo mais caro do que produzir veículos a combustão.
“Os custos variáveis de um carro elétrico são mais elevados. Permanecerão assim no futuro próximo”, disse Kaellenius, que arescentou: os custos mais elevados não poderiam ser transferidos para os clientes numa base igual.
Os custos variáveis que pesam no preço da produção de veículos elétricos incluem matérias-primas para baterias, desenvolvimento de software e tarifas de eletricidade.
A Mercedes-Benz aproveita o motor show de Munique para divulgar mais detalhes sobre sua mais nova arquitetura de veículo elétrico e, também, mais detalhes sobre o novo compacto CLA, que será lançado no próximo ano e terá como meta 30% a 35% mais autonomia.
A montadora também apresentou um conceito, na versão cupê, do CLA. O veículo seria o primeiro construído sobre uma nova plataforma elétrica.
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Um motor elétrico de 175 quilowatts, acoplado a uma transmissão de duas velocidades, alimenta o cupê. A eletrônica de potência inclui um inversor de carboneto de silício.
O novo motor, desenvolvido internamente, utiliza significativamente menos metais de terras raras, disse a Mercedes.