
Nas últimas semanas algumas montadoras se pronunciaram a respeito de algum tipo de revisão de meta envolvendo veículos elétricos. Ford e Porsche foram as mais recentes. Agora é a vez da Stellantis se vê às voltas com suas metas de emissões.
Na terça-feira, 30, a Stellantis sinalizou que, de alguma forma, também deve revisar os planos envolvendo redução de emissões de CO2.
LEIA MAIS:
– Porsche segue Ford e admite que plano de eletrificação foi ambicioso
– Ford desiste de vender apenas carro elétrico na Europa em 2030
O plano de redução de emissões da Stellantis estipulado para 2030, o qual envolvia o lançamento de produtos eletrificados e, também, uma produção e cadeia de fornecedores mais verde, deverá agora contar com a ajuda da compra de crédito de carbono. Ou de ferramentas de captura de carbono para compensar emissões provenientes de suas operações no mundo.
“Medidas acordadas na COP23 não serão suficientes para reduzir a temperatura do planeta. A Stellantis vai apostar em medidas de captura de C02 para conseguir chegar a net zero em 2038”, disse João Irineu Medeiros, vice-presidente de assunto regulatórios, durante apresentação online para jornalistas brasileiros.
A montadora previa uma redução em 50% das emissões de suas operações no mundo em 50% até 2030, com a erradicação das emissões sendo alcançada em 2038. O plano estipulava 45% dessa redução por meio de ações em produtos, e 55% em ações de manufatura e cadeia de suprimentos.
O executivo, na oportunidade, não justificou a aplicação de medidas de captura de carbono. No entanto, é sabido que o segmento de veículos elétricos, por exemplo, ainda segue permeado por uma série de incógnitas nos principais mercados globais.
Dúvidas sobre melhores tipos de powertrain, sobre baterias e entraves geopolíticos entre China e Estados Unidos foram alguns dos fatores que impactaram as vendas de modelos elétricos no mundo.
