
|
|||||||||||||||||||||||||||
Pedro Peduzzi, Agência Brasil
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, considerou positivas as medidas de estímulo ao setor anunciadas na terça-feira, 3, dentro do plano Brasil Maior (leia aqui). O executivo afirma, no entanto, que as ações não resolverão o problema da falta de competitividade das empresas brasileiras.
“Não se trata de proteção, o que pedimos é isonomia. Essas medidas apenas baixaram uma febre de 40 °C que atinge a indústria, para 38,9 °C. Precisamos de medidas efetivas de redução de custos. Falta também acertar a defasagem cambial, o que não parece ter sido resolvido com as medidas. Existe a questão da energia, temos que chamar o leilão de energia das hidrelétricas que já existem. Outra questão é o custo do gás e da luz, que está altíssimo no Brasil, além dos juros altos”, apontou.
Para Skaf, o pacote melhora, mas não resolve a falta de competitividade. “Você pega a empresa mais competitiva e moderna do mundo, traz para o Brasil e vai ver que ela terá os seus custos aumentados consideravelmente”, disse. “Daqui a alguns meses, certamente teremos de estar aqui novamente (anunciando mais medidas)”, completou.