
De acordo com ele, esses produtos representam apenas 4,87% do mercado no País, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), e por isso não ameaçam a indústria nacional. No ano passado, Jorge foi contratado como consultor da entidade (leia aqui).
Ele afirma que cerca de 80% dos veículos importados pelo Brasil, principalmente do México e da Argentina, chegam pelas montadoras da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. “Os importadores independentes representam um porcentual muito baixo para ameaçar a indústria brasileira”, afirmou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.
China
Miguel Jorge afirmou que a China seguirá nos próximos anos como um grande mercado de commodities para o Brasil, mesmo com uma desaceleração da economia do país asiático. De acordo com ele, um crescimento na casa dos 7% da economia chinesa é suficiente para manter as exportações de insumos brasileiros.
“Mesmo com uma redução do crescimento da China de 9% para 7% ao ano, essa ainda é uma taxa que vai demandar muita commodity do Brasil”, afirmou. Além disso, para o ex-ministro, os preços das commodities não devem apresentar fortes variações em 2012. Miguel Jorge disse, no entanto, que ainda é cedo para mensurar o impacto da desaceleração chinesa no comércio com o Brasil.
O ex-ministro disse apostar em uma retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos, que no primeiro trimestre apresentou avanço de 2,2% ante 3% no período anterior. “Um crescimento do 0,5% do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no primeiro trimestre já é extraordinário”, disse, ao lembrar que um avanço na economia norte-americana traz mais benefícios para a indústria do Brasil do que um crescimento chinês porque os EUA compram do País principalmente manufaturados, enquanto a nação asiática mantém o comércio bilateral com base em commodities.