Contudo, em seu boletim sobre o mercado brasileiro distribuído na terça-feira, 7, a consultoria avalia que os incentivos mantêm “o mercado artificialmente inflado e ameaça o resultado de 2013”. Por isso, caso o corte de IPI seja mesmo prorrogado até dezembro, a Polk reduzirá em 100 mil veículos leves sua projeção para o próximo ano, que cairá de 3,6 milhões para 3,5 milhões. Na visão dos analistas da Polk, esse é o tamanho do buraco que 2012 deixará para os primeiros cinco meses de 2013 com a antecipação de compras, que o consumidor fatalmente faria para escapar do preço maior após o fim do incentivo.
Para a Polk, a alta das vendas agora não é sustentável por muito tempo. A consultoria estima que, em junho e julho, os incentivos combinados com a expansão do crédito tenham sido responsáveis por aumentar as vendas em 90 mil veículos leves.