Nem Paulo Butori nem Jackson Schneider, presidente da Anfavea, revelam as negociações com o governo para estimular o mercado de veículos e garantem que não é hora de divulgar que o IPI será reduzido – haveria uma postergação de compra que não interessa às empresas do setor.
Sob intensa pressão – e agora em silêncio – o governo ajusta a melhor forma de anunciar seu entendimento com as montadoras e as autopeças. Possivelmente tudo ficará igual, com redução do mesmo tamanho. Mas pode ser levantada uma contrapartida, como garantia de emprego, ou até mesmo criada uma alternativa de menor impacto sobre a receita do governo na arrecadação de tributos.
Butori não acredita que o governo tenha perda de receita ao conceder o benefício tributário. “Ele ganha, porque as vendas crescem” – afirma.