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Para recuperação, GM precisa de mais US$ 16 bilhões

A General Motors acaba de receber a última parcela dos US$ 13,5 bilhões da ajuda do governo norte-americano, mas já precisa de mais US$ 16,6 bilhões para não se tornar insolvente a partir de março. Foi o que a empresa anunciou ontem, quando apresentou seu programa de recuperação ao Departamento do Tesouro, que inclui o corte de 47 mil postos de trabalho até o final do ano e o fechamento de cinco fábricas nos Estados Unidos até 2012.
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18 fev 2009

2 minutos de leitura

A montadora disse que precisa de mais recursos em função da deterioração do mercado automotivo norte-americano. Quando a empresa mostrou seu plano inicial de reestruturação, no início de dezembro, projetava 20,5% de participação nas vendas da indústria norte-americana, estimadas em 10,5 milhões a 12 milhões este ano. No novo plano esse volume de vendas cai para 9,5 milhões e o market share diminui para 20%.

É possível que a marca Saturn deixe de existir até 2012, quando a General Motors começará a pagar seus empréstimos. A companhia, no entanto, deve necessitar de novo suporte governamental por volta de 2013 ou 2014 para equacionar seus fundos de pensão.

A GM informou ainda que sua unidade Saab, na Suécia, pode solicitar proteção da lei de falências se não receber ajuda do governo sueco. Já a Divisão Hummer pode ser adquirida pela Platinum Equity, de Beverly Hills, na Califórnia, ou por uma empresa chinesa.

A Chrysler anunciou que precisa de mais US$ 5 bilhões para sobreviver, incluindo os US$ 3 bilhões que faltam para completar os US$ 7 bilhões solicitados no final do ano passado.

A Ford informou que poderá necessitar de empréstimos se a situação econômica se agravar, mas que o acordo com o UAW poderá evitar o pedido de ajuda federal.

Os fornecedores da indústria automobilística, ameaçados também de insolvência, pedem um pacote de ajuda de US$ 18,5 bilhões.