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Para ser saudável, indústria precisa trabalhar a competitividade

O Brasil precisa crescer sem esquecer a competitividade, destacou, nesta segunda-feira, 12, a sócia-diretora da Prada Assessoria, Letícia Costa. “O setor automotivo tem que entender que o mercado doméstico pode estar bem e crescendo, mas isso não significa que a indústria está bem”, destacou a analista.
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Redação AB

12 abr 2010

1 minutos de leitura

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Letícia lembrou que os fabricantes de autopeças vivem um momento crítico, já que sua produção deixou de acompanhar as montadoras. “A desindustrialização desse setor está ocorrendo de forma mais acentuada”, lembrou a especialista, destacando que o custo Brasil precisará ser enfrentado pelo setor.

Um dos gargalos apontados é o aumento do preço das matérias-primas, principalmente do aço. “O preço do insumo se tornou imprevisível com a nova forma de contratação trimestral e a indústria precisará de um tempo para se acomodar”, destacou a analista.

As dificuldades dos fabricantes de autopeças foram reafirmadas pelo presidente do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Autopeças, Paulo Butori. “A tributação da indústria tira a competitividade do País. Se não houver uma mudança, irá ocorrer uma ‘mortandade’ grande no setor”, destacou o executivo.

Butori apontou que os investimentos caíram, fato que também impacta negativamente os fabricantes e sua competitividade. Com isso, o setor acaba perdendo espaço para as importações, o que tem afetado fortemente a balança comercial. “Não há reconhecimento dessa indústria e da importância dela para o País”, denunciou o presidente do Sindipeças.


Foto: Letícia Costa durante palestra do Fórum da Indústria Automobilística/Ruy Hizatugo.