
As paralisações no setor de duas rodas em Manaus (AM) devem atingir 13 mil trabalhadores das fábricas de motos e bicicletas em razão da pandemia de Covid-19, causada pelo coronavírus. As fábricas instaladas no Amazonas respondem por 98% das motos e 40% das bicicletas vendidas no País. 
Segundo a Abraciclo, entidade que reúne empresas do setor, algumas associadas comunicaram paralisações até o dia 23 de abril. Na terça-feira, 24, BMW, Honda e Yamaha definiram suas paradas. A Honda, com 7 mil funcionários e quase 80% do mercado, interrompe a produção a partir de 27 de março. Além da preservação dos funcionários, a Abraciclo recorda que a medida ajudará a conter um aumento repentino dos estoques por causa da fraca demanda.
Já na quarta-feira, 25, a Harley-Davidson informou que também vai suspender temporariamente a produção de sua fábrica de Manaus a partir do dia 30 de março e assim deve permanecer até o dia 12 de abril. A medida afeta cerca de 124 pessoas, entre trabalhadores diretos, indiretos e prestadores de serviços da unidade. Em seu escritório de São Paulo a empresa colocou todos os seus funcionários em trabalho remoto (home office) incluindo as áreas de vendas, desenvolvimento de rede, pós-venda, logística, marketing, relações públicas, financeiro, TI, serviços financeiros da marca, além do SAC e a própria administração.
A Abraciclo reúne 14 associadas. Dez produzem motos: BMW, Dafra, Ducati, Harley-Davidson, Honda, JTZ, Kawasaki, Suzuki, Triumph e Yamaha. As outras quatro fabricam bicicletas: Caloi, Houston, Oggi e Sense. Em 2019 elas montaram em Manaus 1,1 milhão de motos e 900 mil bikes.