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Parceria entre Volkswagen e Suzuki dá sinais de desgaste

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Redação AB

19 jul 2011

3 minutos de leitura

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Agência Estado

Em 2009, a Volkswagen adquiriu quase 20% de participação da Suzuki, numa operação de US$ 2,5 bilhões. A negociação previa troca de tecnologias. A Suzuki cederia seu know-how em veículos pequenos e a VW, a experiência nos híbridos.

Recentemente, o acordo deu sinais de desgaste depois que o vice-presidente executivo da Suzuki, Yasuhito Harayama, defendeu a independência da empresa e afirmou que os dois grupos precisam rever os moldes dessa parceria.

A VW tentou tranquilizar as preocupações da Suzuki, que teme a possibilidade de a gigante alemã obter o controle da montadora japonesa: “Volkswagen e Suzuki são e continuarão sendo duas companhias independentes. Nenhum aumento de participação da Volkswagen na Suzuki foi acordado”, disse à agência Reuters o encarregado na Volks pela aliança, Hans Demant.

Harayama, colega de Demant na Suzuki, afirmou que o equilíbrio de poder na aliança precisa ser redefinido. “Ficou muito claro quando fizemos a aliança com a VW que não queríamos ser consolidados e que deveríamos continuar independentes”, disse Harayama. “Sentimos que precisamos voltar ao ponto de partida, incluindo a relação de participações.”

O analista Juergen Pieper, da Metzler Equities, levantou uma questão importante: “Os executivos japoneses não costumam criticar publicamente. O fato de terem feito isso mostra que realmente há um problema.” Pieper vê chance de um relacionamento de longo prazo entre as duas empresas.

Desde 2010, várias informações publicadas têm sugerido que a Volkswagen tenta trazer a Suzuki, quarta maior montadora do Japão, para o seu controle. A VW quer atingir até 2018 a liderança mundial no mercado automobilístico; o comando da Suzuki seria mais um dos passos nessa direção.