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Giovanna Riato, AB
O vice-presidente da Cummins para a América Latina, Luis Afonso Pasquotto, enxerga a chegada das marcas chinesas de caminhões no Brasil como uma oportunidade de negócios. Em coletiva de imprensa na companhia, o executivo apontou que os novos veículos não representam ameaça as montadoras instaladas no País.
“A estratégia destas fabricantes é começar importando para depois nacionalizar a produção”, aposta. A companhia entende ainda que a chegada de caminhões orientais no Brasil aumentará a demanda por peças de reposição, já que duas marcas trarão veículos equipados com propulsor Cummins: Foton e Shacman. “Essa é a grande vantagem de ser uma empresa global”, diz.
A oportunidade de concretizar negócios pode ficar ainda maior se alguma marca de veículos comerciais do país asiático decidir instalar operação local. “A Cummins chinesa pode vender aqui mas, com a exigência de conteúdo local para ter acesso a linhas de financiamento, as montadoras devem comprar os componentes aqui no Brasil”, acredita.
A produção de motores da companhia é feita na planta de Guarulhos (SP). Segundo Pasquotto, o índice de nacionalização fica em torno de 70%, com cerca de 10% dos componentes importados dos Estados Unidos e o restante dividido entre peças trazidas da Índia, México, China e Europa.
