
As startups de compartilhamento de bicicletas e patinetes Yellow e Grin fundiram seus negócios em janeiro de 2019, formando a Grow. No ano seguinte, com a queda de circulação causada pelas restrições da pandemia, a empresa viu os negócios caírem e precisou entrar em recuperação judicial no mês de julho.
De lá para cá, a solução foi mudar o modelo de negócios. A Grow firmou parceria com a empresa FlipOn para fornecer a ela sua frota de patinetes. “A parceria com a FlipOn é de divisão de receitas”, afirma Antonio Luiz Lang Jr, sócio fundador da Aces Consultoria, que atua na reestruturação das operações da Grow. “A Grow fornece os patinetes, a FlipOn fornece o aplicativo e o sistema e localiza o parceiro operador. O parceiro operador controla a operação física dos patinetes, como manutenção, distribuição em uma área definida, carregamento de energia, etc. A receita é dividida em três partes iguais”, conta.
No modelo da FlipOn, esses operadores delimitam uma área de operação para seus patinetes, de modo que é mais fácil recolher e recarregar os veículos, barateando a operação. Com vários operadores atuando, cada um passa a cuidar dos patinetes em uma área específica da cidade.
Novo modelo de negócio pode ser permanente
A FlipOn, que tem sede em São Carlos, utiliza 12 mil patinetes e 9 mil bicicletas da Yellow e da Grin e está operando em oito cidades do país, incluindo três no litoral paulista. “Estamos avaliando esse modelo de negócio”, afirma Lang Jr. “Ele poderá ser permanente, dependendo dos resultados , até podendo evoluir para uma sociedade, mas nada está definido ainda”, analisa.
Recentemente, a FlipOn anunciou que pretende voltar a operar os veículos na capital paulista. Será que isso não vai conflitar com os próprios planos da Grin para sua operação na cidade? Lang Jr. fala que, no momento, a outra empresa é vista como parceira, não como concorrente. Ele também diz que os planos da Grin envolvem também outras praças, as quais ainda não foram reveladas.
Como a pandemia ainda não terminou e a variante delta está aí, gerando novas preocupações, Lang Jr. não se arrisca a projetar uma quantidade de usuário para São Paulo. “Ainda não podemos avaliar qual será a demanda, vamos iniciar com quantidades controladas e ir expandindo”, prevê ele.