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Paulistano já pode optar por gasolina em vez do etanol

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Redação AB

03 set 2011

3 minutos de leitura

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Agência Estado

O consumidor cujo carro flex não tiver o motor bastante regulado já deve optar por abastecer o veículo com gasolina, em vez de etanol. A recomendação foi feita pelo coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Antonio Evaldo Comune, argumentando que a relação entre o valor médio do etanol e o preço médio da gasolina avançou para 68,75% em agosto, ante 68,07% no encerramento do mês de julho. O número apurado no mês passado ficou acima do verificado agosto de 2010, de 57,80%.

“Quem não tem carro bem regulado, já deve optar pela gasolina”, afirmou Comune. Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder da gasolina.

A relação entre o etanol e a gasolina apurada pela Fipe levou em conta o comportamento dos preços dos combustíveis no período de 30 dias encerrado no último dia de agosto. No mês passado, com base no levantamento do IPC, o valor médio do etanol subiu 0,92%, enquanto o preço médio da gasolina mostrou recuo de 0,11% nos postos da cidade de São Paulo.

Em outro tipo de levantamento feito pela Fipe, que leva em conta a relação entre o etanol e a gasolina semanalmente, a Fipe informou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina alcançou o nível de 69,64% na quarta semana de agosto, ante 69,09% na terceira semana do mês na cidade de São Paulo.

Preços

A expectativa do coordenador do IPC-Fipe é de que os preços dos gastos com transportes voltem a ganhar força, encerrando setembro com alta de 0,23%, em razão da expectativa de mais pressão sobre os preços do etanol. “Em setembro, o grupo deve ser puxado por etanol. As medidas que estão sendo tomadas não devem ser suficientes. Até dezembro, talvez até falte etanol”, comentou Comune, referindo-se à decisão do governo de reduzir a mistura do álcool anidro na gasolina de 25% para 20%, a partir de 1º de outubro.