
Considerando-se o espaço métrico da Automec, o pavilhão chinês ocupa apenas 10% do total da feira. As empresas estão em pequenos estandes, onde expõem peças — a maioria de baixo valor agregado — e cartazes.
Alguns executivos chineses vieram ao Brasil na expectativa de fechar apenas um negócio. Devido ao desconhecimento da língua local e muitas vezes até mesmo do inglês, descendentes nascidos no Brasil foram contratados para tradução alguns dias antes do início da feira.
A Jinxing Automotive Pump, fabricante de bombas de combustível, ocupa um dos estandes. Com expectativas positivas em relação à feira, o executivo Jianghuai Shen contou a Automotive Business que se apenas um negócio for fechado no Brasil a meta da viagem ao Brasil estará cumprida.
Os fabricantes de autopeças no País já salientaram a ameaça das importações para a balança comercial do setor. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, destacou que a China não é hoje o maior exportador ao Brasil. Países como o Japão, Alemanha, Estados Unidos e Argentina estão na frente.
“A agressividade da China é grande. O aumento no volume de sua produção de autopeças em 2010 representa o total que o Brasil fabricará durante o ano inteiro”, destacou o dirigente.
Ele afirmou que o reajuste da alíquota de importação do setor irá naturalmente aliviar a pressão que recai sobre os fabricantes nacionais.