Mas nesse valor, base do cálculo do índice Inflação do Carro, estão incluídos todos os custos que o motorista tem para andar de carro. A boa notícia para quem se preocupa com o custo da manutenção é que as peças e os serviços automotivos tiveram um aumento bem abaixo da inflação média este ano.
Enquanto a Inflação do Carro subiu 3,1% e o IPC da Fipe 2,8%, as peças de reposição tiveram aumento de apenas 1,09% no primeiro quadrimestre do ano; e os serviços apresentaram alta de 1,21% no período.
O grande vilão da Inflação do Carro no primeiro quadrimestre foi o álcool, que subiu 11,5% no período. A gasolina subiu 1,8%.
Mas o custo para fazer a troca de peças e os serviços foram bastante razoáveis. Nenhum dos itens referentes a peças e serviços que o motorista usa para andar e fazer a manutenção teve aumento acima da inflação no primeiro quadrimestre do ano. O que mais subiu foi o óleo do motor, que teve uma alta de 2%. Outros seis itens tiveram aumento acima de 1% no período, como a pastilha de freio (+1,63%) e amortecedores (+1,51%). Apenas um item, a bateria, teve queda de preço: ficou 0,24% mais barata no período.
O gasto mensal com peças de reposição é o segundo menor dos grupos pesquisados para a composição da Inflação do Carro. Apenas os gastos com impostos de circulação é menor (IPVA e licenciamento), representa 4,1% das despesas totais, o que significou no mês de abril R$ 45,65. A troca de peças teve custo mensal para o motorista de R$ 187,35, o que representa 16,9% das despesas. Com os serviços, o motorista gastou no mês passado R$ 293, ou 26,6% do total.
Os maiores gastos são com os combustíveis – que representam 31,2%, ou R$ 344,89 em abril – e com os seguros: 21,2% ou R$ 234,50 por mês.
Veja abaixo as principais variações da Inflação do Carro:



Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme