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Peñalosa, do Transmilênio colombiano, defende o ônibus

“Antes de definir qual o melhor sistema de transporte público, é preciso saber que tipo de cidade queremos para viver.” Com esta frase, Enrique Peñalosa, consultor internacional do Instituto de Políticas de Desenvolvimento e Transporte e ex-prefeito de Bogotá, Colômbia, abriu sua apresentação no último painel do Seminário Nacional 2009, organizado em São Paulo de 14 a 16 de julho pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos.
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17 jul 2009

2 minutos de leitura

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Para Peñalosa, que durante sua gestão implantou o Transmilênio, sistema de transporte coletivo da capital colombiana inspirado no BRT de Curitiba, não existe uma fórmula única para melhorar a mobilidade urbana.

“Cada cidade tem que avaliar qual o melhor projeto que atende às suas necessidades, lembrando que apenas aperfeiçoar o transporte público não é suficiente. É preciso criar mecanismos de restrição ao uso de carros.” – afirmou.

O consultor reforçou as vantagens do BRT sobre outros modais, sobretudo referente a custo e tempo hábil para implementação. “Em Bogotá, o Transmilênio virou sinônimo de ônibus, promoveu a reurbanização das ruas e avenidas e valorizou os imóveis e comércio por onde passa.”

Com tantos benefícios, por que o sistema BRT não é unanimidade? Segundo Peñalosa, é um problema cultural. “Ônibus ainda é associado a transporte para classes mais baixas, sem segurança ou conforto. Temos que mudar este conceito.”

Copa do Mundo

O 22º Seminário Nacional NTU, promovido em conjunto com a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), teve como tema central o transporte público na Copa do Mundo. O evento reuniu empresários e especialistas do setor para debater soluções para a mobilidade urbana durante os jogos de 2014.