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Pesados têm mais um semestre negativo

Emplacamentos de caminhões e ônibus caem 13,8%, aponta Fenabrave
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Redação AB

04 jul 2017

2 minutos de leitura

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Embora represente apenas 2% do total de veículos vendidos no primeiro semestre, o segmento de pesados, que inclui caminhões e ônibus, encerrou mais um período em baixa. Os emplacamentos recuaram 13,8% no primeiro semestre quando comparado com igual período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado na terça-feira, 4, pela Fenabrave. Foram licenciados pouco mais de 27,9 mil unidades contra as 32,3 mil de um ano antes, que já fora bastante negativo para o setor.

-Veja aqui os dados da Fenabrave

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Quem mais caiu foram os caminhões: de janeiro a junho, as vendas não passaram de 21.461 unidades, volume que fica 15,6% abaixo do apurado há um ano, quando o País emplacou 25.428. “A safra contribuiu [para as vendas], mas não foi suficiente para reverter o cenário”, lamenta o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., ao apresentar os resultados do setor para a imprensa em São Paulo.

No comparativo mensal, as vendas de junho cresceram 1,48% sobre as de maio, ao passarem de 4,11 mil para 4,18 mil caminhões. Contudo, sobre igual mês de 2016, este volume ainda representa retração, ainda que leve, de 0,19%.

Embora alguns fatores macroeconômicos estejam apontando para um viés positivo, segundo Tereza Maria Dias, da MB Associados, consultoria econômica que atende a Fenabrave, o setor necessita de maior consolidação: “É preciso crescer 3%, 4% ao ano para só aí consolidar um cenário mais economicamente estável, mas é fato que sem investimento em infraestrutura, o País não vai conseguir avançar”, afirma.

No segmento de ônibus, o cenário também é de queda: em seis meses foram emplacados 6,4 mil chassis, 7,25% menos do que em mesmo período de 2016, quando os empresários compraram quase 7 mil ônibus novos. No resultado isolado de junho, o setor do transporte de passageiros agregou 1,5 mil unidades novas, o que significa aumento de 18,6% sobre maio e de 6,6% na comparação com junho de 2016.

Com isto, a Fenabrave, que em janeiro projetava para o ano um viés positivo no setor de pesados, revisa suas previsões e agora aponta para mais um período no vermelho (leia aqui).