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Pesados “verdes” marcam presença no Challenge

O tempo frio e a forte chuva nesta terça-feira, 1º, no Rio de Janeiro, não afastaram o público das novidades do Michelin Challenge Bibendum, que continuou testando os modelos expostos na feira.
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Redação AB

01 jun 2010

2 minutos de leitura

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No segmento dos pesados as inovações ficam por conta dos modelos elétricos, híbridos e os movidos a etanol, o último mais perto de ter ser um espaço cativo nas ruas do País.

Um dos destaques veio da Agrale, com um ônibus com tecnologia híbrida elétrica/diesel. Seguindo o tema do evento, o modelo indicado para o transporte urbano reduz o consumo de combustível em cerca de 30%. O ônibus é equipado com dois motores elétricos e um Diesel.

A Scania, por sua vez, apresentou o novo modelo da Série K movido a etanol. Utilizando combustível com 95% de etanol e 5% de aditivos, para promover a ignição, o veículo garante a redução dos níveis de emissões.

Testado por Automotive Business, o veículo é silencioso e oferece boa dirigibilidade, além de itens para aumentar a segurança, como o controle elétrico de nível, sistema que controla a suspensão a ar. Rapidamente, se necessário, o chassi pode subir ou descer dez centímetros, dependendo da irregularidade do terreno, por exemplo.


Etanol

A utilização do etanol tem ganhado destaque nas discussões do Challenge Bibendum. A possível necessidade da expansão na oferta dessa alternativa de combustível deve-se à constatação de que a massificação de veículos elétricos e híbridos, no segmento dos pesados, ainda não será realidade em um futuro breve.

Especialistas europeus estimam que em 2020, ano em que se discute a redução em 20% das emissões atuais de gases poluentes, haverá mais de um bilhão de veículos nas estradas, em todo o mundo. Desse total, apenas 100 milhões seriam elétricos, o que dificultaria o alcance da meta. É nessa brecha que o etanol poderia ganhar espaço dentro do cenário dos transportes mundiais. Caso a previsão se concretize, o Brasil sai na frente.