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Pesquisa da KPMG aponta os principais riscos para o setor automotivo

Segundo levantamento, entre os principais desafios estão a lucratividade e a falta de estratégia nas empresas
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Redação AB

19 jul 2024

3 minutos de leitura

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Um levantamento da KPMG mostrou os principais riscos globais existentes que podem afetar 12 setores da economia brasileira, entre eles, o automotivo. A análise foi feita levando em consideração dez fatores de valor que aumentam o preço de um produto ou serviço. 

Segundo a consultoria, o objetivo da pesquisa é ajudar as organizações no alinhamento dos perfis de riscos com as empresas similares por setor, além de promover a avaliação e gestão dos problemas com alto potencial para o segmento.


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O sócio-líder de governança, risco e compliance da KPMG no Brasil, Fernando Lage, ressaltou que o estudo se destina às organizações que utilizam a gestão de riscos corporativos com o objetivo de identificar, avaliar, monitorar e priorizar as ameaças que possam comprometer a lucratividade estão adotando medidas de prevenção de crises para empresas, colaboradores e partes envolvidas. 

“Diante desse cenário, o levantamento destaca a importância de ter uma visão voltada para o futuro e investir em tendências inovadoras para cada setor”, afirmou o executivo.  

De acordo com a pesquisa, os principais riscos para o setor automotivo são a lucratividade e liquidez, a estratégia, produção e a operação, os clientes, a conformidade, a reputação e a ética, o crescimento e a concorrência, saúde, segurança e meio ambiente, tecnologia e sociedade. 

Em relação à lucratividade e liquidez, o levantamento mostrou que os riscos são as oscilações nos preços de commodities e impacto da contínua volatilidade econômica global e os custos associados à redução das classificações de crédito.

Segundo o levantamento, o risco relacionado à estratégia se refere ao capital para atender às demandas nos mercados de combustíveis alternativos e veículos elétricos e a evolução do setor automotivo para o serviço de transporte.

Executivos buscam gestão minuciosa

A interrupção na produção fabril devido a desastres naturais, a escassez de matérias-primas, conflitos trabalhistas e fechamentos de fábricas, também representam riscos para o setor automotivo global.

A pesquisa ainda apontou que o aumento de atrasos nos pagamentos e inadimplência devido a sanções e a um ambiente econômico mais fraco, além da elevação do custo de vida também representam riscos para a operação das empresas do setor automotivo.

Segundo a pesquisa, as regulamentações mais rigorosas e a incerteza em relação aos fatores externos imediatos que afetam as atividades e o desempenho do negócio representam riscos à operação. Outras 

Outro risco se refere à reputação e a ética, pois, as violações de patentes e direitos de propriedade intelectual e os gargalos que podem prejudicar a reputação por não atenderem à demanda do cliente, segundo o levantamento. 

“Os executivos do setor automotivo estão intensamente focados em acompanhar as evoluções globais de tecnologia e nas mudanças na percepção dos consumidores. No entanto, cada vez mais possuem como prioridade realizar uma gestão minuciosa de riscos para mitigar ameaças que impactam diretamente a lucratividade e a operação das empresas”, ressaltou o Ricardo Roa, sócio-líder do segmento automotivo da KPMG no Brasil.

Entretanto, segundo ele, com a crescente volatilidade econômica, regulamentações mais rigorosas e recentes desafios externos como conflitos armados e questões climáticas, investir em gestão de riscos torna-se crucial para sustentar o crescimento e enfrentar os diversos obstáculos que o setor enfrenta.